17. Conclusões.

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A aterosclerose é uma doença multifatorial que se inicia na infância e adolescência e pode trazer conseqüências graves na vida adulta, sendo assim a identificação e caracterização de diferentes fatores de risco são fundamentais para sua prevenção, acompanhamento e tratamento.

Estudos epidemiológicos dos últimos 50 anos têm revelado numerosos fatores de risco para aterosclerose. Possíveis causas que levam a disfunção endotelial e aterosclerose, incluem elevados níveis de LDL e LDL modificado, radicais livres causados pela fumaça do cigarro, hipertensão e diabetes melito, alterações genéticas, estresse psicológico crônico, hiperlipoproteinemia (a), concentrações plasmáticas de homocisteína elevadas, microorganismos infecciosos como herpesvírus e Chlamydia pneumoniae e a combinação destes ou outros fatores.

Avanços recentes na ciência básica têm estabelecido um papel fundamental da inflamação em todos os estágios da aterosclerose, desde o início da lesão endotelial, a progressão e por último as complicações por trombose da aterosclerose. Estas novas descobertas fornecem importantes associações entre os fatores de risco para as doenças cardiovasculares e os mecanismos da aterogênese.