14. Tabagismo.

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O tabagismo ainda é a maior causa modificável para índices de mortalidade por causa cardiovascular. Quase um terço das mortes por DCV tem sido atribuídas ao ato de fumar. Numerosas investigações têm estabelecido que o tabagismo é um fator de risco independente para aterosclerose. Isto tem sido demonstrado em populações de gêneros e idades diferentes. O tabagismo também apresenta um relação dose dependente positiva com aterosclerose, depende dos números dos cigarros fumados por dia e por quanto tempo o indivíduo fuma (FROHLICH et al, 2001).

O tabagismo promove o desenvolvimento da aterosclerose por várias vias. Leva a um aumento da oxidação de c-LDL, aumenta a viscosidade sangüínea, aumenta os níveis de fibrinogênio e lesa diretamente o endotélio. O fumo também está associado com muitas respostas agudas, como o aumento da freqüência cardíaca e a demanda do miocárdio, vasoespasmo coronariano e adesão plaquetária. O risco cardiovascular de fumantes é freqüentemente aumentado devido ao efeito sinérgico entre o fumo e outros fatores de risco como as dislipidemias e hipertensão (FROHLICH et al, 2001).

Estudos observacionais que associam o tabagismo à aterosclerose e DCV fornecem evidências decisivas que implicam o tabagismo como um fator causal. Dados epidemiológicos também indicam que os riscos diminuem quando o paciente para de fumar (FROHLICH et al, 2001) e alguns estudos de seguimento de ex-fumantes mostram que a cessação do hábito de fumar torna o indivíduo em três anos em condições de risco igual àquele que nunca fumou (OLIVEIRA & SILVA, 1999).