Medicamentos na gravidez.

Os fármacos tomados pela mãe podem atravessar a placenta e expor o embrião e o feto aos seus efeitos farmacológicos e adversos. Se é importante tratar a mãe sempre que necessário, protegendo o mais possível o seu filho, a prescrição de qualquer medicamento durante a gravidez só deverá, porém, ocorrer quando se admite que os benefícios para a mãe sejam superiores aos riscos para o feto. Os médicos, ao esclarecerem as grávidas, devem assegurar-se de que a sua informação está atualizada e baseada em evidências.

Os efeitos prejudiciais dos fármacos no feto podem ocorrer em qualquer momento da gravidez e este conceito deverá estar presente sempre que se prescreva a uma mulher em idade fértil ou a um homem que pretende ser pai. Pode, no entanto, ser também prejudicial o receio excessivo do uso de fármacos durante este período, o que pode conduzir à situação de doença não tratada, à falta de cumprimento da terapêutica pela grávida, ao uso de doses sub-óptimas e/ou falências de tratamento, situações que podem ser fonte de risco para o bem-estar materno e afetar, de igual modo, o feto. É, por isso, importante conhecer o risco basal no contexto da prevalência de malformações induzidas por fármacos. A maioria das malformações congénitas ocorre em 2-4% de todos os nascimentos; mas de todas as gestações diagnosticadas, cerca de 15% resultam em perda fetal. Deve acentuar-se que a razão destas consequências adversas para a gravidez só é conhecida para uma minoria de incidentes. Poucos fármacos mostraram ser teratogénicos de forma conclusiva no Homem, mas sem qualquer dúvida, nenhum fármaco é seguro no início da gravidez.

Durante o primeiro trimestre, os fármacos podem produzir malformações congénitas (teratogénese), situando-se o risco maior entre a 3ª e 11ª semana de gravidez (fase de organogénese) devendo, sempre que possível, ser evitados. A serem necessários, preferir os já largamente utilizados, em vez dos novos, menos conhecidos, na menor dose eficaz, optando por formulações com um só fármaco, em vez de outras com dois ou mais componentes. Durante o segundo e terceiro trimestres podem afectar o crescimento e o desenvolvimento funcional ou ter efeitos tóxicos sobre os tecidos fetais. Se dados à mãe muito próximo do fim da gravidez, ou durante o parto, podem ter efeitos adversos não só na evolução do trabalho de parto como no recém-nascido, após o nascimento.

As listas que se seguem incluem fármacos que podem ter efeitos nocivos na gravidez e indicam o trimestre e o factor de risco, de acordo com os critérios definidos pela Food and Drug Administration. São baseados em dados humanos, mas a informação recolhida em animais é, por vezes, utilizada quando não existe outra mais pertinente.

As definições usadas para os fatores de risco são as seguintes:

  • Categoria A - sem risco fetal; seguro para utilizar na grávida;
  • Categoria B - ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação animal ou em estudos humanos;
  • Categoria C - risco fetal desconhecido, por falta de estudos suficientes;
  • Categoria D - evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco;
  • Categoria X - nocivo para o feto; o risco ultrapassa o benefício e, portanto, está contra-indicado na gravidez.
  • índice M - classificação com base em informação do fabricante / titular da Autorização de Introdução no Mercado.
  • Abacavir -Classe: D
    Toxicidade em estudos animais; pode ocorrer acidose láctica, por vezes fatal.

  • Abciximab -Classe: D
    Recomenda-se que se use apenas quando o benefício potencial ultrapasse os riscos possíveis; não há informação disponível.

  • Acamprosato -Classe: C
    Evitar.

  • Acarbose -Classe: BM
    Não há referências ao uso de acarbose durante a gravidez. Não foi teratogénica nem tóxica para o embrião em ratos e coelhos. O produtor recomenda evitar.

  • Acebutolol -Classe: BM
    Não foram observadas malformações fetais. Pode causar atraso do crescimento intra-uterino, hipoglicémia neonatal e bradicardia. O risco é maior na hipertensão grave. V. Bloqueadores adrenérgicos beta.

  • Aceclofenac -Classe: C
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Acemetacina -Classe: C
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Acenocumarol -Classe: D
    V. Anticoagulantes orais .

  • Acetazolamida -Classe: C
    Acidose tubular renal; aumento do risco de esquizofrenia; interfere com o desenvolvimento neuronal no feto. V. Inibidores da anidrase carbónica (3.4.1.4.).

  • Acetilcisteína -Classe: B
    Aceitável o seu uso durante este período.

  • Aciclovir -Classe: CM
    Usar apenas quando o benefício potencial ultrapasse o risco; a absorção é reduzida a partir da aplicação tópica.

  • Ácido acetilsalicílico -Classe: C (D se
    Risco de defeitos cardíacos congénitos e septação do ductus arteriosus; pode afectar a hemostasia e aumentar o risco de hemorragia; doses elevadas têm sido relacionadas com aumento da mortalidade perinatal, intra-uterina, atraso do crescimento e efeitos teratogénicos; em doses baixas (40-150 mg/dia) pode ser benéfico; perto do termo pode prolongar a gestação e o parto; o encerramento precoce do ductus arteriosus e hipertensão pulmonar persistente do RN podem ocorrer na última parte da gestação como resultado do consumo materno de doses terapêuticas; a ser necessário um analgésico ou antipirético usar o paracetamol.

  • Ácido alendrónico -Classe: C
    Não existem dados em mulheres grávidas; não deverá ser administrado durante a gravidez; V. Bifosfonatos .

  • Ácido aminocapróico -Classe: C
    Não foi observada toxicidade fetal no único caso em que foi usado no 2º trimestre.

  • Ácido ascórbico -Classe: A (C se
    O défice moderado não põe problemas para a mãe ou para o feto.

  • Ácido clavulânico -Classe: BM
    Não há provas de teratogenicidade; evitar, a menos que seja essencial.

  • Ácido etidrónico (Etidronato de sódio) -Classe: CM
    Recomenda-se evitar.

  • Ácido fólico -Classe: A (C se
    Compatível com a gravidez.

  • Ácido fusídico -Classe: CM
    Desconhece-se se é perigoso; usar apenas se o benefício potencial ultrapassar os riscos.

  • Ácido mefenâmico -Classe: CM (D, s
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Ácido nicotínico -Classe: C
    O promotor recomenda evitar, a menos que o benefício potencial seja superior ao risco; não há informação disponível.

  • Ácido ursodesoxicólico -Classe: BM
    Não há evidência de perigo, mas recomenda-se evitar.

  • Ácido valpróico -Classe: D
    Malformações do tubo neural; embriopatia do valproato (miopia, estrabismo, astigmatismo, anisometropia, malformações cardíacas, craniosinostose, autismo); possibilidade de hepatoxicidade neo-natal e hemorragia por hipofibrinemia; o suplemento de folatos 1 mês antes e durante, pelo menos, o 1º trimestre de gravidez, reduz algumas malformações relacionadas com o tubo neural. Após diagnóstico de gravidez, a medicação antiepilética não deve ser alterada e aconselhar-se-á o diagnóstico pré-natal com recurso à ecografia e amniocentese para diagnóstico de anomalias associadas aos anticonvulsivantes.

  • Ácido zoledrónico -Classe: D
    Toxicidade em estudos animais.

  • Acitretina -Classe: X
    Teratogénico; deve usar-se contracepção eficaz, pelo menos 1 mês antes do início do tratamento, durante o tratamento e pelo menos 2 anos após suspensão do tratamento.

  • Adalimumab -Classe: DM
    O produtor recomenda evitar e usar contracepção eficaz durante o tratamento e, pelo menos, durante 5 meses após a última dose..

  • Adapaleno -Classe: X
    Efeitos teratogénicos em estudos animais, referências isoladas de malformações em filhas de mulheres que usaram o fármaco; recomenda-se uma contracepção eficaz durante o tratamento.

  • Adrenalina -Classe: C
    Não foram referidas malformações graves, mas as doses elevadas podem provocar anoxia fetal.

  • Agonistas 5-HT1 da serotonina -Classe: C
    Experiência limitada; o produtor recomenda evitar, a não ser que o benefício potencial supere o risco.

  • Albendazol -Classe: D
    É teratogénico em várias espécies animais; até se obterem dados humanos, considerar como teratogénico.

  • Álcool -Classe: X
    Em ingestão regular é teratogénico (sindroma fetal do álcool) e pode causar redução do crescimento; é provável que a ingestão ocasional de uma bebida possa ser segura. Pode ocorrer sindroma de supressão nos filhos de mães alcoólicas.

  • Alfatocoferol -Classe: A ou C (
    Nem o défice nem o excesso foram associados a complicações maternas ou fetais durante a gravidez.

  • Alfentanilo -Classe: CM 
     Depressão respiratória neo-natal; estase gástrica e risco de pneumonia de aspiração na mãe durante o parto. V. Analgésicos opiáceos.

  • Almitrina -Classe: D
    Contra-indicado.

  • Almotriptano -Classe: CM
    Evitar, a menos que o benefício ultrapasse o risco. A experiência limitada leva a que não esteja definido se o número de malformações congénitas e de abortos é diferente do da população não exposta, de forma a poder concluir definitivamente.

  • Alopurinol -Classe: CM
    Não foi referida toxicidade fetal. O produtor recomenda evitar e usar apenas se não houver alternativa segura ou a doença acarretar risco para a mãe ou para o filho.

  • Alprazolam -Classe: DM
    V. Benzodiazepinas .

  • Alprostadilo (de aplicação uretral) -Classe: DM
    Usar contracepção de barreira se a acompanhante está grávida. Aplicação uretral exclusiva.

  • Alteplase -Classe: B
    O uso limitado durante a gravidez não dá suporte a um risco teratogénico; possibilidade de separação prematura da placenta nas primeiras 18 semanas. V. Estreptoquinase .

  • Amantadina -Classe: CM
    Evitar; toxicidade em estudos animais.

  • Amicacina -Classe: D
    V. Aminoglicosídeos.

  • Aminaftona -Classe:  C
     Contra-indicado.

  • Aminofilina -Classe: C
    Irritabilidade e apneia neonatal; V. Teofilina .

  • Aminoglicosídeos -Classe: D
    Lesão do nervo auditivo ou vestibular; o risco é maior com a estreptomicina e será provavelmente reduzido com a gentamicina e a tobramicina, mas devem evitar-se, a menos que seja essencial (neste caso é importante medir a concentração sérica).

  • Amiodarona -Classe: CM
    Risco possível de bócio neonatal e hipotiroidismo; usar apenas se não existe alternativa.

  • Amissulprida -Classe: C
    Recomenda-se evitar. V. Antipsicóticos.

  • Amitriptilina -Classe: D
    V. Antidepressores tricíclicos .

  • Amlodipina -Classe: CM
    Não há informação disponível, mas recomenda-se evitar; o risco para o feto deve ser ponderado contra o risco de hipertensão materna não controlada. V. Bloqueadores da entrada do cálcio .

  • Amorolfina -Classe: C
    Absorção sistémica muito reduzida, mas o produtor recomenda evitar; não existe informação disponível.

  • Amoxicilina -Classe: B
    Pode ser administrado durante a gravidez sem qualquer risco para o feto.

  • Ampicilina -Classe: B
    Pode ser administrado durante a gravidez sem qualquer risco para o feto.

  • Amprenavir -Classe: C
    Evitar a solução oral devido ao elevado conteúdo de propilenoglicol; o produtor recomenda usar as cápsulas apenas se o benefício potencial for superior aos riscos.

  • Amsacrina -Classe: D
    Evitar (teratogénico e tóxico em estudos animais; pode reduzir a fertilidade).

  • Anacinra -Classe: C
    O produtor recomenda evitar; deve ser usada contracepção eficaz durante o tratamento.

  • Analgésicos -Classe: C
    V. Analgésicos opiáceos , V. Anti-inflamatórios não esteróides e V. Paracetamol .

  • Analgésicos opiáceos -Classe: B ou D (
    Não foi encontrada qualquer relação entre o consumo de analgésicos opiáceos e o aparecimento de malformações; em doses elevadas durante o parto pode produzir depressão respiratória fetal; sindroma de supressão nos RN de mães dependentes.

  • Anastrozol -Classe: D
    Contra-indicado; V. Inibidores da aromatase .

  • Androgénios -Classe: D
    Masculinização do feto feminino.

  • Anestésicos gerais -Classe: C
    Deprimem a respiração neonatal; não há relação entre os efeitos teratogénicos e os anestésicos gerais em exposição de curta duração; em exposição crónica a relação é discutível.

  • Anestésicos locais -Classe: C
    Em geral, seguros; com doses elevadas ocorre depressão respiratória neo-natal, hipotonia e bradicardia após bloqueio para-cervical ou epidural; meta-hemoglobinémia neo-natal com a prilocaína e a procaína; reduzir a dose de bupivacaína para uso intra-tecal; evitar a levobupivacaína e ropivacaína.

  • Anfetaminas -Classe: CM
    Padrão de desenvolvimento anormal, redução do aproveitamento escolar.

  • Anorexiantes -Classe: D
    Os inibidores do apetite e redutores do peso não são recomendados na gravidez.

  • Antagonistas dos receptores da angiotensina (ARA II) -Classe: D
    Contra-indicados; podem afectar a pressão sanguínea e a função renal do feto.

  • Anti-histamínicos H1 -Classe: C
    Por períodos curtos não parecem induzir teratogenicidade; os produtores recomendam evitar a cetirizina, desloratadina, hidroxizina, loratadina e mizolastina por toxicidade embrionária em animais. Os anti-histamínicos sedativos no final do 3º trimestre podem causar efeitos adversos no RN.

  • Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) -Classe: C (risco
    A maioria dos produtores recomenda evitar; o cetorolac está contra-indicado durante a gravidez, período de dilatação e parto. O uso regular pode originar o encerramento do ductus arteriosus in útero e possível hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido. Atraso no início do parto e aumento da duração do mesmo; o uso pontual é, em geral, seguro.

  • Antiácidos (contendo cálcio, magnésio, alumínio ou alginatos) -Classe: B
    Uso considerado seguro; os sais de magnésio serão preferíveis aos de alumínio na grávida obstipada. O bicarbonato de sódio é de evitar, pelo risco teórico de alcalose metabólica e de retenção hídrica materna e fetal.

  • Anticoagulantes orais -Classe: X
    Malformações fetais; possível hemorragia placentar, fetal e neonatal.

  • Antidepressores (IMAOs) -Classe: D
    Não há evidência de agressão, mas os produtores recomendam evitar, a menos que existam razões muito fortes.

  • Antidepressores inibidores selectivos da recaptação de serotonina (ISRS) -Classe: C
    Usar apenas se o benefício potencial for superior aos riscos; não há evidência de teratogenicidade; baixo índice de Apgar e baixo índice de desenvolvimento psicomotor; possibilidade de prematuridade ou síndrome de privação no RN, em particular com a fluoxetina e paroxetina; toxicidade em estudos animais com a paroxetina e o citalopram.

  • Antidepressores reversíveis da MAO -Classe:  C
    Não há evidência de perigo, mas os produtores recomendam evitar, a menos que existam razões muito fortes. 

  • Antidepressores tricíclicos -Classe: B
    Com a imipramina foram referidos taquicardia, irritabilidade e espasmos musculares no RN; os sintomas de supressão foram também referidos com a clomipramina e desipramina.

  • Antidiabéticos orais -Classe: BM
    Risco de hipoglicémia fetal/neo-natal; a insulina deverá substituir os antidiabéticos orais.

  • Antidiarreicos -Classe: C
    Não recomendados.

  • Antiepilépticos e anticonvulsivantes -Classe: D
    Os benefícios do tratamento ultrapassam os riscos para o feto; todos os anti-epilépticos podem causar dismorfia facial; deve encontrar-se o antiepiléptico mais eficaz para o tipo de epilepsia e usar a menor dose útil; o risco de teratogenicidade é maior se for usado mais do que um fármaco; recomenda-se suplemento com ácido fólico 1 mês antes e até 12 semanas após concepção.

  • Antimaláricos -Classe: C
    O benefício da profilaxia e tratamento ultrapassa o risco; usar a primaquina só depois do parto.

  • Antimetabolitos -Classe: X
    Comprovadamente teratogénicos.

  • Antipsicóticos -Classe: C
    Em doses baixas parecem ser seguros para a mãe e para o feto e não são teratogénicos; perto do termo devem ser evitados pelo perigo de hipotensão materna e efeitos adversos no RN.

  • Antitireoideus -Classe: D
    Bócio.

  • Antivíricos -Classe:
    O tratamento da infecção VIH na gravidez ajuda a reduzir o risco de toxicidade para o feto por reduzir a carga viral e a progressão da doença (embora não seja conhecido o potencial teratogénico da maior parte dos agentes anti-retrovirais); as opções terapêuticas requerem a avaliação por especialista. 

  • Apomorfina  -Classe: C
    Usar com vigilância por ser acentuadamente emetogénica. 

  • Apraclonidina -Classe: D
    Usar com precaução; pode afectar a pressão sanguínea do feto.

  • Aprepitante -Classe:
    Evitar por falta de informação; usar apenas se o benefício potencial for superior ao risco.

  • Aprotinina -Classe: C
    Não há referência ao uso de aprotinina nem ao aparecimento de malformações. Recomenda-se evitar.

  • Arginina -Classe: BM
    Não existem dados disponíveis; evitar.

  • Aripripazole -Classe: C
    Não existe informação disponível; o produtor recomenda usar apenas quando o benefício for superior ao risco.

  • Artesunato+Mefloquina -Classe:  
    Não deve ser administrado a grávidas, excepto se o benefício esperado for superior ao risco potencial para o feto. 

  • Aspartato de arginina -Classe: B ou C (
    Não representa risco para o feto de mães normais ou heterozigóticas, mas para aquelas com fenilcetonúria, se o consumo for elevado porque o aspartamo é uma fonte de fenilalanina.

  • Atazanavir  -Classe: C
    Usar apenas se o benefício potencial for superior ao risco; risco teórico de hiperbilirrubinémia se usado no final da gravidez.

  • Atenolol -Classe: DM
    Atraso do crescimento intra-uterino por aumento da resistência vascular, mas o benefício da terapêutica materna pode, em alguns casos, suplantar os riscos para o feto; o RN exposto ao atenolol perto do parto deve ser vigiado durante as primeiras 24 a 48 horas quanto a sinais e sintomas de bloqueio adrenérgico. V. Bloqueadores adrenérgicos beta.

  • Atomoxetina  -Classe:
    Não existem dados disponíveis; evitar. 

  • Atorvastatina -Classe: XM
    Contra-indicado na gravidez; V. Inibidores da redutase da HMG-CoA (Estatinas).

  • Atovaquona -Classe: C
    O produtor recomenda evitar a menos que o benefício potencial seja superior ao risco. Não existe informação disponível.

  • Atropina -Classe: C
    Desconhece-se se é perigoso; recomenda-se precaução.

  • Auranofina -Classe: C
    Experiência clínica muito limitada, mas o produtor recomenda o uso de contracepção eficaz durante o tratamento e, pelo menos, até 6 meses depois do tratamento; os poucos dados disponíveis levam a admitir poder usar-se se a doença está controlada e houver redução da dose e da frequência de uso.

  • Aurotiomalato de sódio -Classe: C
    Experiência clínica muito limitada, mas o produtor recomenda o uso de contracepção eficaz durante e, pelo menos, 6 meses depois do tratamento.

  • Azatioprina -Classe: D
    Nas doentes transplantadas e imunodeprimidas com azatioprina, não devem interromper o tratamento se engravidarem; não há evidência de ser teratogénica; há referências a partos prematuros e baixo peso ao nascimento, em particular, se houver associação com corticosteróides; tem sido ainda associada a abortos espontâneos após exposição materna ou paterna.

  • Azelastina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1 .

  • Azintamida -Classe: BM
    Não existem dados disponíveis; evitar.

  • Azitromicina -Classe: BM
    Não existem dados disponíveis; o produtor recomenda usar apenas se não existem alternativas disponíveis.

  • Aztreonam -Classe: BM
    Não existem dados disponíveis; evitar.

  • Bacitracina -Classe: C
    Não foi encontrada qualquer associação com malformações em uso exclusivamente tópico.

  • Baclofeno -Classe: CM
    Toxicidade em estudos animais; defeitos do tubo neural e morte em ratos; usar apenas se o benefício potencial for superior aos riscos.

  • Barbitúricos -Classe: D
    Foram referidas anomalias fetais; efeitos de supressão no RN e depressão respiratória. V. Fenobarbital.

  • Beclometasona -Classe: C
    Não existem dados que suportem a associação entre o fármaco e malformações congénitas; V. Corticosteróides (intranasais e inalados) e Corticosteróides (sistémicos) .

  • Benazepril  -Classe: DM 
    V. Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAs) 

  • Benfluorex -Classe: D
    Contraindicado.

  • Benserazida -Classe: CM
    Foram referidas anomalias do desenvolvimento do esqueleto de ratos. Os produtores não recomendam o seu uso em mulheres em idade de engravidarem. V. Levodopa.

  • Benzilpenicilina -Classe: B
    Pouca probabilidade de causar danos fetais.

  • Benzilpenicilina benzatínica -Classe: B
    Pouca probabilidade de causar danos fetais.

  • Benzoato de benzilo -Classe: C
    Contraindicado.

  • Benzodiazepinas -Classe: D
    Evitar o uso regular (risco de sintomas de supressão neo-natal); usar apenas em situações bem definidas, como no controlo de convulsões. Risco reduzido de malformações tipo fenda palatina e lábio leporino; recomenda-se a realização de ecografia de nível 2. Doses elevadas durante a fase final da gravidez ou durante o parto podem causar hipotermia neo-natal, hipotonia, depressão respiratória; dificuldades na alimentação do RN (bébé mole). O diazepam e o clorodiazepóxido são os mais suspeitos.

  • Betametasona -Classe: C
    Pode influenciar a síntese de colesterol e de lipoproteínas no feto. V. Corticosteróides (sistémicos) e V. Corticosteróides ( intranasais e inalados) .

  • Betaxolol -Classe: CM (D se
    V. Bloqueadores adrenérgicos beta.

  • Bezafibrato -Classe: C
    V. Fibratos .

  • Bifosfonatos -Classe: C
    Evitar.

  • Bimatoprost -Classe: CM
    O produtor recomenda que se use apenas se o potencial benefício for superior ao risco.

  • Biperideno -Classe: CM
    Não se encontram referências ao seu uso durante a gravidez.

  • Bisoprolol -Classe: D
    V. Bloqueadores adrenérgicos beta.

  • Bloqueadores adrenérgicos alfa (pós-sinápticos) -Classe: CM
    Não há provas de teratogenicidade; recomenda-se usar apenas quando o benefício potencial for superior ao risco.

  • Bloqueadores adrenérgicos beta -Classe: CM
    Aparentemente, não são teratogénicos, mas podem causar redução do crescimento intrauterino, hipoglicémia neo-natal e bradicardia; o risco é maior na hipertensão grave; os colírios oftálmicos reservar-se-ão para situações em que a relação benefício-risco seja clara.

  • Bloqueadores da entrada do cálcio -Classe: CM
    Algumas dihidropirinas e o diltiazem são teratogénicos em animais; podem inibir o parto; o risco para o feto tem de ser contrabalançado com o risco da hipertensão materna não controlada.

  • Bloqueadores dos receptores H2 da histamina -Classe: BM
    Serão provavelmente seguros; utilização pouco racional na sintomatologia dispéptica comum da grávida.

  • Bloqueadores neuromusculares -Classe: B
    Não foram evidenciados efeitos adversos no feto ou no RN.

  • Brimonidina -Classe: D
    V. Aproclonidina.

  • Brinzolamida -Classe: C
    V. Acetazolamida .

  • Brivudina -Classe: CM
    V. Aciclovir .

  • Bromazepam -Classe: D
    Evitar o uso regular; V. Benzodiazepinas .

  • Bromelaína -Classe: C
    Não há dados disponíveis.

  • Brometo de distigmina -Classe: C
    Evitar; pode estimular as contracções uterinas.

  • Brometo de ipratrópio -Classe: C
    Desconhece-se se é perigoso; não há informções disponíveis.

  • Brometo de pinavério -Classe: CM
    V. Bloqueadores da entrada do cálcio .

  • Brometo de piridostigmina -Classe: C
    Usar apenas se o benefício potencial for superior aos riscos.

  • Brometo de tiotrópio -Classe: CM
    Toxicidade em estudos animais; o produtor recomenda usar apenas quando o possível benefício for superior ao risco.

  • Bromexina -Classe: B
    Aceitável.

  • Bromocriptina -Classe: CM
    Aparentemente não traduz risco significativo para o feto.

  • Brotizolam -Classe: D
    V. Benzodiazepinas .

  • Budesonida -Classe: C
    Experiência clínica limitada em grávidas; quando em uso prolongado ou repetido de corticosteróides por via sistémica aumenta o risco de atraso do crescimento intra-uterino, mas não há evidência de atraso do crescimento após tratamento de curta duração; nos animais provoca vários tipos de anomalias (fenda palatina, anomalias do esqueleto) que não parecem ter relevância em humanos; evitar.

  • Buflomedil -Classe: C
    Não se dispõe de informação útil; evitar.

  • Buprenorfina -Classe: B
    V. Analgésicos opiáceos

  • Bupropiona  -Classe:
    Não se dispõe de informação útil; evitar.

  • Buserrelina -Classe: C
    Evitar.

  • Buspirona -Classe: BM
    Não estão referidos quaisquer efeitos sobre o feto após administração no 1º trimestre.

  • Bussulfano -Classe: DM
    Várias malformações congénitas; baixo peso de nascimento; o produtor recomenda contracepção durante o tratamento e até 6 meses depois no homem ou mulher. V. Ciclofosfamida .

  • Butamirato -Classe: C
    Não se dispõe de informação útil; evitar.

  • Cabergolina -Classe: D
    Não há evidência de agressividade fetal; o produtor recomenda que se interrompa 1 mês antes de uma concepção programada e evitar durante a gravidez.

  • Cafeína -Classe: B
    Usada com moderação não representa risco para o feto; em doses altas pode produzir aborto espontâneo, baixo peso de nascimento e redução do perímetro craneano.

  • Calaguala -Classe: C
    Não existe informação útil; evitar.

  • Calcifediol -Classe: A (D se
    Durante a gravidez a dose diária recomendada é de 400 UI.

  • Calcipotriol -Classe: D
    O produtor recomenda que se evite sempre que possível.

  • Calcitonina de salmão -Classe: B
    Não há referências que relacionem o uso de calcitonina com malformações congénitas.

  • Calcitriol -Classe: A (D se
    V. Colecalciferol .

  • Candesartan -Classe: D
    Desconhece-se o risco potencial para o feto no 1º trimestre; durante o 2º e 3º trimestres os fármacos que actuam no sistema renina-angiotensina podem causar lesões fetais e neonatais (hipotensão, disfunção renal, oligúria e/ou anúria, oligohidramnio, hipoplasia craniana, atraso do crescimento intra-uterino) e morte; foram ainda descritos hipoplasia pulmonar, deficiências faciais e contracturas dos membros. V. IECAs.

  • Cânfora -Classe: C
    Em uso tóxico não foram localizadas malformações congénitas; só é potencialmente tóxica, e mesmo fatal, se for tomada em doses altas por via oral.

  • Captopril -Classe: DM
    Contraindicado. Hipotensão neonatal, insuficiência renal in utero, no feto e no RN, em relação com a hipotensão fetal e redução do fluxo sanguíneo renal; deformações da face ou crâneo e/ou morte; atraso do crescimento intra-uterino, prematuridade, ductus arteriosus patente; nos casos em que for indispensável o uso do fármaco na mãe, recorrer à dose mais baixa possível.

  • Carbamazepina -Classe: CM
    Malformações congénitas major, respostas evocadas anormais no cérebro auditivo, estrabismo, astigmatismo, anisometropia; influência negativa no peso corporal, na altura e no perímetro craneano, atraso mental (síndrome da carbamazepina; íleo paralítico). V. Antiepilépticos.

  • Carbidopa -Classe: C
    É sempre usada em associação com a L-Dopa e as referências ao uso da associação na gravidez são poucas; se indicada a terapêutica, não deve ser subtraída durante a gravidez.

  • Carbimazol -Classe: D
    Bócio neonatal com hipotiroidismo; foi associado a aplasia cutânea do RN; elevação de TSH. V. Antitireoideus.

  • Carbocisteína -Classe: C
    Evitar.

  • Carbonato de cálcio -Classe: A
    Durante a gravidez a ingestão diária não deve ser superior a 1.500 mg de cálcio.

  • Carboximaltose férrica -Classe: D
     

  • Carteolol -Classe: CM (D no
    Atraso do crescimento fetal.

  • Carvedilol -Classe: C
    V. Bloqueadores adrenérgicos beta; a reduzida experiência na gravidez humana limita qualquer avaliação do risco fetal.

  • Cascara -Classe: BM
    Evitar.

  • Cefalosporinas -Classe: BM
    Não são conhecidas como perigosas.

  • Celecoxib -Classe: CM
    Teratogénico e tóxico embrionário em animais; os riscos potenciais, em caso de gravidez, não podem ser excluídos; as mulheres em idade fértil devem usar contraceptivos adequados, em caso de terapêutica; evitar. V. Anti-inflamatórios não esteróides e V. Inibidores selectivos da Cox 2 .

  • Cetazolam -Classe:
    V. Benzodiazepinas. 

  • Cetirizina -Classe: B
    Ausência de efeitos adversos para a grávida, a saúde do feto e do RN, num número limitado de exposições durante a gravidez; estudos em animais não revelaram efeitos sobre a reprodução e genotoxicidade; a prescrição a grávidas deve, no entanto, ser efectuada com precaução.

  • Cetoconazol -Classe: CM
    Refere-se teratogenicidade em estudos animais; deve evitar-se a gravidez durante o tratamento.

  • Cetoprofeno -Classe: BM ou D
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Cetorolac -Classe: CM (D se
    Contra-indicado durante a gravidez, o parto e o período expulsivo; V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Cetotifeno -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1.

  • Cetrorrelix -Classe: CM
    O produtor recomenda evitar na gravidez confirmada.

  • Ciamemazina -Classe: C
    V. Antipsicóticos .

  • Cianocobalamina -Classe: A (C se
    Só os défices maternos graves em vitamina B12 (hidroxocobalamina) podem originar anemia megaloblástica com consequente infertilidade e RN de baixo peso.

  • Ciclobenzaprina -Classe: B
    Não são conhecidas referências ao uso relaxante muscular durante a gravidez.

  • Ciclofosfamida -Classe: D
    Possibilidade de diversas malformações congénitas. Recomenda-se a contracepção eficaz durante pelo menos 3 meses após administração a homens ou mulheres.

  • Ciclopirox -Classe: BM
    Não são conhecidas referências a malformações na sequência de aplicação cutânea.

  • Ciclosporina -Classe: CM
    Aparentemente não há qualquer risco teratogénico para o feto, excepto o atraso no crescimento ou prematuridade; o uso deste fármaco durante a gravidez deve ser supervisionado por especialista.

  • Cilazapril -Classe: DM
    V. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina .

  • Cilostazol  -Classe: CM 
    Evitar; toxicidade em estudos animais. 

  • Cimetidina -Classe: BM
    V. Bloqueadores dos receptores H2 da histamina ; evitar, a menos que seja essencial pela possibilidade de feminização.

  • Cinacalcet -Classe: C
    Usar apenas se o benefício potencial for superior ao risco; não há informação disponível.

  • Cinarizina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1(Meclozina)

  • Ciprofibrato -Classe: C
    V. Fibratos.

  • Ciprofloxacina -Classe: CM (D pa
    Durante a gestação não parece estar associada a malformações congénitas graves; os dados disponíveis em animais levam a contra-indicá-la durante a gravidez, em especial no 1º trimestre, até porque existem alternativas mais seguras.

  • Ciproterona -Classe: D
    Não é um fármaco usado na mulher; risco de feminização de um feto do sexo masculino.

  • Cisaprida -Classe: CM
    Não se recomenda o seu uso durante a gravidez.

  • Citalopram -Classe: BM
    V. Antidepressores inibidores selectivos da recaptação da serotonina.

  • Citarabina -Classe: DM
    Evitar; várias malformações congénitas em estudos animais.

  • Citicolina -Classe: D
    Contra-indicada na gravidez.

  • Citotóxicos -Classe: X
    Podem produzir aborto espontâneo, perda fetal e malformações.

  • Citrato de potássio -Classe: A
    Não foram efectuados estudos em grávidas, pelo que o seu uso só deverá ocorrer quando estritamente necessário e sob vigilância médica.

  • Citrulina -Classe: D
    Interferência com o crescimento ósseo; usar com cuidado.

  • Claritromicina -Classe: DM
    Não é recomendada durante a gravidez; evitar a menos que o potencial benefício seja superior aos riscos; não pode ser excluída a possibilidade de efeitos adversos no desenvolvimento embriofetal com base em estudos animais.

  • Cleboprida -Classe: C
    Não usar.

  • Clemastina -Classe: BM
    V. Anti-histamínicos H1.

  • Clenbuterol -Classe: B
    Evitar durante o 1º trimestre; o uso por inalação tem a vantagem de as concentrações plasmáticas não serem provavelmente tão elevadas que afectem o feto.

  • Clindamicina -Classe: B
    Desconhece-se se é perigosa.

  • Clobazam -Classe: D
    V. Benzodiazepinas .

  • Clobetasol -Classe: C
    V. Corticosteróides (intranasais e inalados) e Corticosteróides (sistémicos).

  • Clobetasona -Classe: C
    V. Corticosteróides (intranasais e inalados) e Corticosteróides (sistémicos).

  • Clomifeno -Classe: XM
    Efeitos teratogénicos: mola hidatiforme, aplasia da retina, sindactilia, pé boto, defeitos de pigmentação, microcefalia; contra-indicado.

  • Clomipramina -Classe: CM
    Letargia neonatal, hipotonia, cianose, hipotermia; V. Antidepressores tricíclicos .

  • Clonazepam -Classe: D
    V. Antiepilépticos e benzodiazepinas ; íleo paralítico.

  • Clonidina -Classe: C
    Tem sido usada em todos os trimestres, com experiência limitada relativamente ao 1º. Pode baixar a frequência cardíaca fetal mas o risco deve ser avaliado contra o risco de hipertensão materna não controlada; evitar o uso intravenoso.

  • Clonixina -Classe:
    Contra-indicada na gravidez. 

  • Clopidogrel -Classe: C
    Evitar; não existem dados disponíveis.

  • Clorambucilo -Classe: DM
    Malformações da árvore genito-urinária; evitar; recomenda-se fazer contracepção eficaz durante a administração ao homem ou à mulher.

  • Cloranfenicol -Classe: C
    Síndrome do bebé cinzento. Efeitos teratogénicos.

  • Clorazepato dipotássico -Classe: D
    V. Benzodiazepinas .

  • Cloreto de amónio -Classe: C
    Pode causar acidose na mãe e no feto quando consumido em grandes quantidades perto do termo da gravidez.

  • Cloreto de potássio -Classe:
    O uso de suplementos de potássio na gravidez só deve ocorrer quando estritamente necessário e sob vigilância médica.

  • Cloro-hexidina -Classe: B
    Não parece oferecer qualquer perigo.

  • Clorodiazepóxido -Classe: D
    V. Benzodiazepinas ; o uso desta benzodiazepina foi associado a um aumento de malformações congénitas graves e a sintomas de supressão.

  • Clorofeniramina -Classe: CM
    Estudos animais não demonstraram risco para o feto e não há estudos controlados em grávidas. Evitar. V. Anti-histamínicos H1 .

  • Clorofenoxamina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1 .

  • Cloropromazina -Classe: C
    V. Antipsicóticos . Eventuais efeitos extrapiramidais no RN.

  • Cloroquina -Classe: C
    Evitar; aceitável só para profilaxia e se a viagem é inadiável; V. Antimaláricos .

  • Clorotalidona -Classe: D
    V. Diuréticos .

  • Clorpropamida  -Classe:  
    V. Sulfonilureias 

  • Clotrimazol -Classe: B
    Não há contra-indicações ao uso intravaginal.

  • Cloxazolam  -Classe:
    Evitar o uso regular; doses altas no final da gravidez e no parto podem causar hipotermia neo-natal, hipotonia e depressão respiratória. 

  • Clozapina -Classe: BM
    Não existem dados que documentem o risco deste fármaco na gravidez; a utilização terá em conta a natureza e a gravidade da doença de base.

  • Co-trimoxazol -Classe: DM
    Risco teratogénico (o trimetoprim é um antagonista dos folatos). Hemólise neonatal e meta-hemoglobinémia.

  • Codeína -Classe: C (D, se
    Síndroma de privação no RN; só utilizar apenas se for indispensável; evitar no final da gravidez. V. Analgésicos opiáceos .

  • Codergocrina  -Classe:
    Evitar; o seu uso na gravidez exige vigilância. 

  • Colecalciferol -Classe: A (D, se
    Durante a gravidez a ingestão diária não deve ser superior a 600 UI de vitamina D3 (colecalciferol); a sobredosagem acarreta hipercalcémia prolongada, podendo conduzir ao atraso mental e físico, estenose aórtica e retinopatia na criança.

  • Colestipol -Classe: B
    Como não é absorvida, admite-se não ter efeito sobre o feto.

  • Colestiramina -Classe: B
    Usar com cuidado; embora não seja absorvida, admite-se poder conduzir a défice em vitaminas lipossolúveis, quando em uso prolongado.

  • Colquicina -Classe: DM
    Deve ser usada cautelosamente durante a gravidez; o uso pelo pai antes da concepção não parece apresentar risco reprodutivo, mas pode provocar raramente azospermia.

  • Contraceptivos orais -Classe: C
    Os dados epidemiológicos são sugestivos de não existir perigo para o feto.

  • Corticosteróides ( intranasais e inalados) -Classe: C
    O benefício do tratamento é superior ao risco; a utilizar só quando o benefício potencial for significativo.

  • Corticosteróides (sistémicos) -Classe: D
    Em animais provocam fenda palatina e anomalias a nível do esqueleto que não parecem ter relevância em humanos; risco de diabetes gestacional e hipertensão; risco de atraso no crescimento intra-uterino em uso prolongado ou repetido por via sistémica; risco de insuficiência suprarrenal; usados só em exacerbações da asma e na dose eficaz mais baixa se indispensáveis; a serem usados com frequência, administrar durante o parto; vigiar se há edemas.

  • Cortisona -Classe: D
    Evitar.

  • Crotamiton -Classe: C
    Evitar.

  • Dalteparina sódica -Classe: BM
    Não se conhecem efeitos nocivos relativamente ao curso da gravidez e à saúde da criança antes e após o nascimento.

  • Danazol -Classe: X
    Evitar; efeitos androgénicos e de masculinização do feto feminino.

  • Dapoxetina  -Classe:  
    Não é um fármaco com indicação para uso em mulheres. 

  • Dapsona -Classe: CM
    Hemólise e meta-hemoglobinémia neonatal; administrar 5 mg/dia de ácido fólico à mãe.

  • Darbepoetina alfa -Classe: C
    Evitar de acordo com o produtor; não há evidência de perigo nos estudos animais.

  • Deflazacorte -Classe: D
    V. Corticosteróides (intranasais e inalados) e Corticosteróides (sistémicos).

  • Dequalínio  -Classe: CM 
    Não se encontram referidos efeitos teratogénicos, mas só deve ser utilizado durante o 1º trimestre por razões ponderadas.  

  • Derivados da cumarina -Classe: D (X par
    V. Anticoagulantes orais .

  • Derivados ergotamínicos -Classe: D
    Vasoconstritores e uterotónicos; contra-indicados.

  • Descongestionantes nasais -Classe: C
    Evitar, especialmente as formulações orais e na grávida hipertensa.

  • Desferroxamina -Classe: CM
    Teratogénico em estudos animais; recomenda-se evitar, a menos que o benefício potencial seja superior aos possíveis riscos.

  • Desloratadina -Classe: C
    Desconhece-se a segurança durante a gravidez; só deve ser usado durante a gravidez nos casos em que os potenciais benefícios justifiquem os riscos. V. Anti-histamínicos H1.

  • Desmopressina -Classe: BM
    Efeito oxitócico reduzido no 3º trimestre; o uso durante a gravidez não constitui um risco fetal relevante.

  • Desogestrel -Classe: C
    V. Contraceptivos orais .

  • Desonida -Classe: C
    V. Corticosteróides (intranasais e inalados) e Corticosteróides (sistémicos).

  • Dexametasona -Classe: C
    Pode influenciar a síntese de colesterol e de lipoproteínas no feto. V. Corticosteróides (intranasais e inalados) e Corticosteróides (sistémicos).

  • Dexbromofeniramina -Classe: C
    Não há referência ao seu uso na gravidez, nem a malformações congénitas.

  • Dexcetoprofeno -Classe: C
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Dexibuprofeno -Classe: C
    V. Ibuprofeno.

  • Dextrometorfano -Classe: C
    V. Analgésicos opiáceos .

  • Dextropropoxifeno -Classe: C
    V. Analgésicos opiáceos .

  • Diacereína -Classe: C
    Contra-indicado.

  • Diazepam -Classe: D
    O uso crónico pode levar a dependência neo-natal; o risco de fendas labiais e/ou palatina e de malformações cardiovasculares não está confirmado no momento actual; o uso deve ser restringido às alterações psíquicas graves e à epilepsias rebeldes; preconiza-se o uso da dose eficaz mais baixa, pelo período de tempo mais curto; doses altas no final da gravidez e no parto podem causar hipotermia neo-natal, hipotonia e depressão respiratória. V. Benzodiazepinas .

  • Dibunato de sódio -Classe: C
    Usar apenas se indispensável; não existe informação disponível.

  • Diclofenac -Classe: BM (D us
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Dicloxacilina -Classe: BM
    Não há referência ao uso do fármaco e aparecimento de malformações congénitas.

  • Didanosina -Classe: C
    Não é recomendável durante toda a gravidez, a não ser que o potencial benefício clínico se sobreponha claramente aos potenciais riscos.

  • Didrogesterona -Classe: C
    Desconhece-se os possíveis efeitos durante a gravidez.

  • Difenidramina -Classe: BM
    V. Anti-histamínicos H1.

  • Difluocortolona -Classe: D
    V. Corticosteróides (intranasais e inalados) e Corticosteróides (sistémicos). Não devem ser aplicados corticosteróides tópicos em grandes quantidades nem durante períodos longos no 1º trimestre de gravidez.

  • Digoxina -Classe: C
    Não há referências relacionando malformações congénitas com os diferentes digitálicos. Pode ser necessário o ajuste de dose.

  • Diltiazem -Classe: DM
    Contra-indicado na grávida ou se há suspeita de gravidez. Teratogénico em estudos animais.

  • Dimenidrinato -Classe: BM
    O uso de anti-histamínicos nas duas últimas semanas de gravidez foi associado a fibroplasia retrolental nos filhos.

  • Dimeticone -Classe: A
    Antiflatulento frequentemente associado aos antiácidos. Não há relato de toxicidade associada. Compatível com a gravidez.

  • Dimetindeno -Classe: C
    Há referências a fibroplasia retrolental quando os anti-histamínicos foram usados nas 2 últimas semanas da gravidez.

  • Dinitrato de isossorbida -Classe: CM
    Atravessa a placenta; o produtor recomenda evitar a menos que o benefício potencial seja superior ao risco.

  • Diosmina  -Classe:
    Não se dispõe de dados úteis relativos ao seu uso na gravidez. 

  • Dipiridamol -Classe: C
    Não há referências ao uso deste vasodilatador durante a gravidez.

  • Diprofilina -Classe: C
    Irritabilidade e apneia neonatal.

  • Dissulfiram -Classe: D
    Concentrações elevadas de acetaldeído na presença de álcool podem ser teratogénicas.

  • Ditranol -Classe: D
    Não usar durante a gravidez.

  • Diuréticos -Classe: D
    Não usar para tratar a hipertensão durante a gravidez; as tiazidas podem causar um aumento do risco de defeitos congénitos, com base em estudos alargados. No último trimestre, o risco inclui trombocitopenia no RN, hipoglicemia, hiponatremia e hipocalcemia; evitar.

  • Dobesilato de cálcio -Classe: C
    Não há informação segura quanto ao seu uso na gravidez.

  • Docusato de sódio -Classe: C
    Em uso crónico pode causar hipomagnesemia na mãe. Evitar.

  • Domperidona -Classe: CM
    De acordo com o produtor deve evitar-se.

  • Donepezilo  -Classe:
    Usar apenas se o benefício for superior ao risco. 

  • Dorzolamida -Classe: D
    Contra-indicada (toxicidade em estudos animais). Pode causar trombocitopénia neonatal.

  • Dosulepina -Classe: D
    V. Antidepressores tricíclicos .

  • Doxazosina -Classe: BM
    Não há evidência de teratogenicidade, mas recomenda-se usar durante a gravidez, apenas se o potencial benefício for superior ao risco.

  • Doxiciclina -Classe: D
    Contra-indicada na gravidez.

  • Dropropizina -Classe: C
    Não existem dados que documentem o risco deste fármaco na gravidez.

  • Drospirenona + Etinilestradiol -Classe: D
    Contraindicado.

  • Duloxetina -Classe: C
    O produtor recomenda evitar por toxicidade em estudos animais; evitar em doentes com incontinência urinária. V. Antidepressores inibidores da recaptação da serotonina.

  • Dutasterida -Classe: X
    Evitar relações sexuais não protegidas. Pode causar feminização do feto masculino.

  • Ebastina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1 não sedativos.

  • Econazol -Classe: C
    Desconhece-se se é perigoso.

  • Efavirenz -Classe: C
    Usar apenas se não existir alternativa.

  • Eletriptano -Classe: B
    Experiência limitada de uso, pelo que o produtor recomenda que se use apenas se o benefício potencial ultrapassar o risco.

  • Emedastina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1.

  • Emtricitabina -Classe: CM
    Só deve ser usada se for indispensável; ausência de malformações e embriotoxicidade em estudos animais.

  • Enalapril -Classe: DM
    É teratogénico, causando oligohidramnios, defeitos renais com anúria, contractura dos membros, deformação craneofacial e hipoplasia pulmonar. V. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina .

  • Enoxaparina sódica -Classe: BM
    Não parece apresentar qualquer risco fetal ou para o RN.

  • Entacapona -Classe: CM
    Evitar; não existe informação disponível.

  • Entecavir  -Classe: DM
    Usar apenas se o benefício potencial for superior ao risco; toxicidade em estudos animais; é necessário usar contracepção eficaz durante o durante o tratamento.  

  • Epinastina -Classe: B
    V. Anti-histamínicos H1.

  • Epoetina alfa, epoetina beta -Classe: CM
    Não há evidência de riscos e os benefícios ultrapassam provavelmente os riscos de anemia e de transfusão na gravidez; evitar. 

  • Eprosartan -Classe: D
    V. Antagonistas dos receptores da angiotensina .

  • Eptifibatido -Classe: C
    Evitar; usar apenas se o benefício potencial ultrapassar os riscos possíveis.

  • Ergotamina -Classe: D
    Evitar; oxitócica sobre útero grávido; pode ocorrer resposta idiossincrásica na mãe com perigo para o feto; a associação de ergotamina, cafeína e propranolol pode representar um risco acrescido para o feto.

  • Eritromicina -Classe: B
    Não se sabe se é perigosa.

  • Escitalopram -Classe: D
    V. Antidepressores inibidores selectivos da recaptação da serotonina ; toxicidade em estudos animais.

  • Esomeprazol -Classe: CM
    Não existe informação disponível; o promotor recomenda precaução.

  • Espasmolíticos -Classe: C
    Não recomendados.

  • Espermicidas -Classe: C
    Não foi estabelecida relação entre o risco de espermicidas vaginais e as malformações congénitas.

  • Espiramicina -Classe: C
    Não há referências que atribuam à espiramicina quaisquer lesões fetais.

  • Espironolactona -Classe: D
    Os diuréticos são, de um modo geral, contra-indicados na gravidez; não há referências específicas a malformações produzidas pela espironolactona. Ocorreu feminização de fetos masculinos em estudos animais.

  • Estatinas -Classe: XM
    Os inibidores da redutase da HMG-CoA diminuem síntese do colesterol, outros produtos da via biossintética do colesterol, componentes essenciais para o desenvolvimento fetal, incluindo a síntese de esteróides e das membranas celulares, podendo causar danos fetais. Contra-indicadas na gravidez.

  • Estavudina -Classe: C
    Pode representar algum risco para o feto em desenvolvimento.

  • Estazolam -Classe: D
    V. Benzodiazepinas .

  • Ésteres etílicos 90 do ácido omega-3  -Classe:
    Desconhece-se o potencial efeito sobre o desenvolvimento fetal. Evitar.

  • Esteróides anabolizantes -Classe: D
    Contraindicados. Masculinização do feto feminino.

  • Estradiol -Classe: X
    Contra-indicado durante a gravidez; se a mulher engravidar durante a terapêutica com estradiol, o fármaco deverá ser suspenso imediatamente.

  • Estramustina -Classe: C
    Evitar.

  • Estreptomicina -Classe: D
    Toxicidade no 8º par de nervos cranianos; não é teratogénica.

  • Estreptoquinase -Classe: D
    Possibilidade de separação prematura de placenta nas primeiras 18 semanas; possibilidade teórica de hemorragia fetal durante a gravidez. Evitar o uso pós-parto, pelo perigo de hemorragia materna.

  • Estriol -Classe: D
    Contra-indicado durante a gravidez.

  • Estrogénios conjugados -Classe: XM
    Contra-indicados durante a gravidez; malformações cardiovasculares, oculares e auriculares e síndrome de Down.

  • Etambutol -Classe: B
    Risco de hemorragia no RN e grávida por hipoprotrombinémia.

  • Etilefrina -Classe: D
    Contra-indicada.

  • Etinilestradiol -Classe: X
    V. Contraceptivos orais .

  • Etodolac -Classe: CM (D, s
    Não há referências ao uso do fármaco durante a gravidez, mas o encerramento do ductus arterious in utero é sempre uma consequência possível, além da inibição do parto, do prolongamento da gravidez e da supressão da função renal do feto.

  • Etofenamato -Classe: C
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Etofibrato -Classe: CM
    Embriotoxicidade em estudos animais; o produtor recomenda não usar.

  • Etomidato  -Classe:
    V. Anestésicos gerais. 

  • Etonorgestrel -Classe: C
    V. Contraceptivos orais.

  • Etoricoxibe -Classe: C
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Everolimus  -Classe: CM
    O produtor recomenda que se use apenas se o benefício potencial for superior ao risco; não há informação disponíevl. 

  • Exemestano -Classe: D
    V. Inibidores da aromatase

  • Ezetimiba -Classe: CM
    O produtor recomenda que se use apenas se o benefício potencial for superior ao risco; não há informação disponível.

  • Factor VIII da coagulação -Classe: A
    Pode ser usado sempre que há défice congénito.

  • Famotidina -Classe: BM
    Evitar; usar apenas se o benefício potencial suplantar os riscos possíveis para o feto.

  • Febuprol -Classe: C
    Não se encontram informações disponíveis quanto ao uso na gravidez; evitar.

  • Felbamato -Classe: CM
    Pouca informação sobre os efeitos do fármaco na gravidez humana; o produtor recomenda evitar.

  • Felodipina -Classe: CM
    Pode inibir o parto; o risco para o feto deve ser ponderado contra o risco de hipertensão materna não controlada.

  • Fenbufeno -Classe: C
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Fenilefrina -Classe: D
    Evitar se possível; malformações se usada no 1º trimestre; pode causar redução do calibre dos vasos, produzindo hipoxia fetal e bradicardia no final da gravidez e durante o parto.

  • Fenobarbital -Classe: D
    Evitar; toxicidade em estudos animais; recomenda-se contracepção adequada durante a administração; risco de malformações congénitas, (perímetro craneano reduzido, dismorfismo facial), hipercalcémia neonatal; atraso do desenvolvimento; hemorragia ao nascimento e dependência.

  • Fenofibrato -Classe: CM
    Ausência de dados em humanos; embriotóxico em estudos animais; o produtor recomenda evitar. V. Fibratos .

  • Fenotiazinas -Classe: B
    A maior parte dos estudos consideram estes antipsicóticos seguros para a mãe e feto, se usados ocasionalmente em doses baixas; outros concluiram que as fenotiazinas não são teratogénicas; devem evitar-se perto do termo pelo perigo de hipotensão materna e efeitos adversos neurológicos prolongados no RN.

  • Fenoximetilpenicilina -Classe: B
    Pouca probabilidade de causar danos fetais. V. Penicilinas.

  • Fenspirida  -Classe:
    Evitar; não há dados úteis disponíveis. 

  • Fentanilo -Classe: B (D, se
    Bradicardia fetal, depressão respiratória neo-natal. V. Analgésicos opiáceos .

  • Fenticonazol -Classe: C
    Evitar.

  • Ferro (parenteral) -Classe: C
    Evitar.

  • Fexofenadina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1.

  • Fibratos -Classe: CM
    Embriotóxico em estudos animais. O produtor recomenda evitar.

  • Fibrinolíticos  -Classe:
    Contraindicados; possibilidade de separação prematura da placenta nas primeiras 18 semanas; risco de hemorragia materna ou fetal durante a gravidez ou após o parto. 

  • Filgrastim -Classe: D
    Toxicidade em estudos animais. O produtor recomenda que se use apenas se o benefício potencial for superior aos riscos.

  • Finasterida -Classe: D
    Evitar nas relações sexuais não protegidas; pode causar anomalias dos órgãos genitais externos do feto masculino.

  • Fitomenadiona -Classe: CM
    Não se dispõe de informação útil; o produtor recomenda que se use apenas se o benefício potencial for superior aos riscos; o uso de vitamina K (fitomenadiona) durante a gravidez numa situação de hipoprotrombinémia e prevenção de doença hemorrágica do RN é o tratamento de escolha.

  • Flavoxato -Classe: C
    Recomenda-se evitar, a menos que não haja alternativa.

  • Flubendazol -Classe: C
    Apesar de não serem conhecidas malformações provocadas pelo fármaco na espécie humana, não se recomenda o seu uso durante a gravidez.

  • Flucloxacilina -Classe:
    V. Penicilinas.

  • Fluconazol -Classe: DM
    Evitar; de acordo com o produtor; foram referidas anomalias congénitas múltiplas com doses altas em uso prolongado.

  • Flufenazina -Classe: C
    Evitar, a menos que seja essencial. V. Antipsicóticos.

  • Flumazenilo -Classe: CM
    Evitar, de acordo com o produtor, a menos que o potencial benefício ultrapasse os riscos.

  • Flunarizina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1e Bloqueadores da entrada do cálcio .

  • Flunitrazepam -Classe: D
    V. Benzodiazepinas ; pode causar acumulação no feto após doses repetidas.

  • Fluocortolona -Classe:  
    V. Corticosteróides (intranasais e inalados) e Corticosteróides (sistémicos) .

  • Fluoresceína -Classe: B
    Agente de diagnóstico. Atravessa a placenta após aplicação tópica ocular.

  • Fluorometolona -Classe: D
    V. Corticosteróides (cutâneos, oftálmicos, intranasais e inalados).

  • Fluoroquinolonas -Classe: C
    Não há aumento do risco de malformações nem de problemas músculo-esqueléticos; não há risco fetal.

  • Fluorouracilo -Classe: X
    Teratogénico.

  • Fluoxetina -Classe: CM
    Num estudo de cohort prospectivo, não foi encontrado aumento do risco; em estudos animais mostrou poder produzir alterações talvez permanentemente no cérebro.

  • Flupentixol -Classe: C
    V. Antipsicóticos .

  • Flupirtina -Classe: C
    Não se dispõe de informação útil quanto ao seu uso na gravidez; evitar.

  • Flurazepam -Classe: XM
    V. Benzodiazepinas ; alguns fármacos do grupo podem causar anomalias fetais.

  • Flurbiprofeno -Classe: BM (DM,
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Fluticasona -Classe: C
    V. Corticosteróides (intranasais e inalados) e Corticosteróides (sistémicos).

  • Fluvastatina -Classe: XM
    V. Estatinas ; o uso de fluvastatina está contra-indicado durante a gravidez.

  • Fluvoxamina -Classe: CM
    V. Antidepressores inibidores da recaptação da serotonina .

  • Folcodina  -Classe:
    Evitar no 3º trimestre; depressão repiratória e efeitos de supressão no RN. 

  • Folinato de cálcio -Classe: CM
    O produtor recomenda que se use apenas se o benefício potencial for superior ao risco.

  • Folitropina alfa -Classe: C
    Evitar.

  • Folitropina beta -Classe: C
    Evitar.

  • Fondaparinux -Classe: CM
    O promotor recomenda evitar-se, a menos que o benefício potencial seja superior ao risco possível - não há informação útil.

  • Formoterol -Classe: D
    Em experimentação animal provocou perdas de implantação e redução da sobrevivência numa fase precoce pósnatal e do peso à nascença. Só deverá usar-se durante a gravidez após ponderar convenientemente a situação, em especial nos 3 primeiros meses e pouco antes do parto.

  • Fosamprenavir -Classe: DM
    Toxicidade em estudos animais; o produtor recomenda, mas apenas se o benefício for superior ao risco.

  • Fosfenitoína -Classe: D
    V. Fenitoína .

  • Fosfomicina -Classe: BM
    Porque o número de exposições humanas no 1º trimestre é reduzido, o tratamento com o antibiótico deve ser retardado até depois do período da organogénese.

  • Fosinopril -Classe: DM
    V. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina .

  • Frovatriptano -Classe: C
    V. Agonistas 5-HT1 e Triptanos.

  • Fulvestrante -Classe: DM
    O produtor recomenda evitar; aumenta a incidência de anomalias fetais e morte em estudos animais.

  • Furosemida -Classe: CM
    V. Diuréticos .

  • Gabapentina -Classe: CM
    Atraso no crescimento fetal em animais; a falta de dados não permite uma conclusão acerca da segurança da gabapentina durante a gravidez; só deve ser usada durante a gravidez quando os potenciais benefícios justificam os riscos potenciais para o feto.

  • Galantamina -Classe: C
    Não existe informação disponível.

  • Ganciclovir -Classe: DM
    A potencial toxicidade fetal e os efeitos tóxicos conhecidos nos animais levam a recomendar o uso na gravidez apenas nas doenças muito graves, em doentes imunodeprimidos com infecções graves por citomegalovírus; risco teratogénico. Assegurar contracepção eficaz durante o tratamento e até 90 dias depois em ambos os sexos.

  • Ganirrelix -Classe: DM
    O produtor recomenda evitar na gravidez confirmada; toxicidade em estudos animais.

  • Gemfibrozil -Classe: CM
    Não deve ser usado durante a gravidez.

  • Gentamicina -Classe: D
    Displasia renal; defeitos no rim fetal; atraso do crescimento renal. V. Aminoglicosídeos .

  • Gestrinona -Classe:
    Evitar. Pode causar virilização dos fetos femininos. Pode não inibir a ovulação em todas as mulheres.

  • Ginkgo Biloba  -Classe:
    Não se recomenda o seu uso durante a gravidez por falta de estudos realizados de acordo com critérios validados. 

  • Ginseng -Classe:
    É desaconselhado pela actividade estrogénica e por falta de indicações seguras que justifiquem o seu uso.  

  • Glatirâmero (acetato) -Classe: CM
    O promotor recomenda evitar, a menos que o benefício potencial seja superior ao risco.

  • Glibenclamida -Classe: CM
    V. Sulfonilureias ; os hipoclicemiantes orais não estão indicados na diabetes durante a gravidez.

  • Glicerol -Classe: C
    Usar apenas em situações pontuais.

  • Gliclazida -Classe: CM
    V. Sulfonilureias ; os hipoclicemiantes orais não estão indicados na diabetes durante a gravidez.

  • Glimepirida -Classe: C
    V. Sulfonilureias ; os hipoglicemiantes orais não estão indicados na diabetes durante a gravidez.

  • Glipizida -Classe: CM
    V. Sulfonilureias ; os hipoglicemiantes orais não estão indicados na diabetes durante a gravidez.

  • Gliptinas  -Classe:
    Inibidores da dipeptidil peptidase 4 (DPP-4), contraindicadas na gravidez. 

  • Glucagom -Classe: A
    Não são conhecidos efeitos nocivos sobre o feto ou o RN.

  • Glucosamina -Classe: C
    Evitar de acordo com o promotor; não há referências ao uso do fármaco durante a gravidez.

  • Gonadotropina coriónica -Classe: C
    Evitar.

  • Goserrelina -Classe: D
    Evitar durante a gravidez pelo risco de aborto ou anomalia fetal; excluir a possibilidade de uma gravidez antes do tratamento e fazer contracepção não hormonal durante o tratamento.

  • Halazepam -Classe: D
    V. Benzodiazepinas .

  • Halofantrina -Classe: C
    V. Antimaláricos . Contraindicada.

  • Haloperidol -Classe: CM
    V. Antipsicóticos .

  • Heparina sódica -Classe: B
    Osteoporose materna após uso prolongado; os frascos multidose contêm álcool benzílico que os produtores recomendam dever evitar-se. É o anticoagulante de escolha se estiver indicado durante a gravidez.

  • Hidroclorotiazida -Classe: D
    V. Diuréticos . Usar com precaução.

  • Hidrocortisona -Classe: C
    V. Corticosteróides (intranasais e inalados) e Corticosteróides (sistémicos).

  • Hidromorfona  -Classe:
    V. Analgésicos opiáceos. 

  • Hidrosmina  -Classe:
    Não recomendado; não foram encontrados estudos em grávidas. 

  • Hidroxicarbamida (hidroxiureia) -Classe: D
    Evitar; teratogénica em estudos animais; recomenda-se contracepção eficaz antes e durante a administração.

  • Hidroxicloroquina -Classe: C
    Evitar para a doença reumática. Quando usada em doses elevadas e por períodos longos causa alterações neurológicas e interfere com o ouvido, o equilíbrio e a visão do feto.

  • Hidroxizina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1 . Deve evitar-se.

  • Hipericão  -Classe:
    Evitar; não foi estabelecida a segurança do seu uso na gravidez. 

  • Hipoglicemiantes orais -Classe: CM
    São indutores de toxicidade fetal sem disgénese. Evitar, a menos que seja essencial; possibilidade de hipoglicémia grave.

  • Hormona Paratiroideia  -Classe:
    Evitar. 

  • Ibuprofeno -Classe: D
    Hipertensão pulmonar persistente do RN; redução do líquido amniótico; produção fetal de urina. V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Idebenona -Classe: C
    Evitar; não foi estabelecida a segurança do seu uso na gravidez.

  • Iloprost -Classe: DM
    Recomenda-se evitar; toxicidade em estudos animais; deve ser usada contracepção eficaz durante o tratamento.

  • Imatinib -Classe: D
    Contra-indicado.

  • Imidapril -Classe: DM
    V. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina .

  • Imidazóis (sistémicos) -Classe: C
    Evitar.

  • Imidazóis (tópicos) -Classe: C
    Aceitável o seu uso durante a gravidez.

  • Imipenem + Cilastatina -Classe: CM
    Toxicidade em estudos animais descrita para a cilastatina; evitar, a menos que os benefícios clínicos potenciais ultrapassem os riscos.

  • Imipramina -Classe: D
    V. Antidepressores tricíclicos .

  • Imiquimod -Classe: C
    Não há evidência de efeitos teratogénicos ou tóxicos em estudos animais; o produtor recomenda usar apenas se os potenciais benefícios ultrapassarem os riscos.

  • Imunoglobulina humana contra a hepatite B -Classe: CM
    Pode ser administrada na gravidez para profilaxia após exposição.

  • Imunoglobulina humana contra a Varicela -Classe: C
    Pode ser administrada à grávida saudável dentro das 96 horas após exposição.

  • Imunoglobulina humana normal -Classe: CM
    Não foram observados efeitos adversos no feto ou RNs, mas deve considerar-se a possibilidade de aborto espontâneo.

  • Imunomoduladores -Classe: D
    Suspender após o diagnóstico de gestação; não recomendados; aumentam a prematuridade e atraso do crescimento intra-uterino.

  • Indapamida -Classe: D
    V. Diuréticos .

  • Indinavir -Classe: CM
    Toxicidade em estudos animais; usar apenas se o potencial benefício ultrapassar os riscos; não existe informação disponível; risco teórico de hiperbilirrubinémia e de cálculos renais no RN, se usado no final da gravidez.

  • Indobufeno -Classe: C
    Não se recomenda o seu uso na gravidez.

  • Indometacina -Classe: B (D se
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Infliximab -Classe: CM
    Evitar; usar contracepção adequada durante o tratamento e, pelo menos, até 6 meses após a última dose.

  • Inibidores da aromatase -Classe: D
    Contra-indicados.

  • Inibidores da bomba de protões -Classe: BM
    Escassos dados disponíveis; não há, até ao momento, evidência de teratogenicidade, mas devem ser usados com cuidado.

  • Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs) -Classe: D
    Podem afectar o controlo da pressão sanguínea fetal e neonatal e a função renal; possíveis malformações craneanas e oligohidramnios, que podem ser associados a morte fetal in utero; recomenda-se a sua substituição por outro anti-hipertensor logo após o diagnóstico de gravidez.

  • Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs) -Classe: DM
    Possível aumento do risco de malformações, mas não há dados concretos disponíveis; recomenda-se evitar. V. Antidepressores Inibidores da MAO.

  • Inibidores da redutase da HMG-CoA (Estatinas)  -Classe: D
    Reduzem os níveis plasmáticos de colesterol e de lipoproteínas, inibindo a síntese de colesterol e de outros produtos da via biossintética do colesterol, que são componentes essenciais para o desenvolvimento fetal, incluindo a síntese de esteróides e das membranas celulares; podem causar danos fetais se administrados à grávida; se a mulher engravidar no decurso da terapêutica deve suspender imediatamente e ser avisada do perigo potencial para o feto - anomalias congénitas.

  • Inibidores da transcriptase reversa -Classe: C
    Risco de acidose láctica, por vezes fatal na grávida; não recomendados durante a gravidez, a não ser que o potencial benefício clínico se sobreponha claramente aos potenciais riscos.

  • Inibidores das lactamases beta  -Classe: C
    A associação de ácido clavulânico à amoxicilina aumenta 6 vezes a toxicidade hepática, pelo que se recomenda precaução na gravidez; o tazobactam associa-se à piperacilina contra a Ps.aeruginosa, mas nao se conhece toxicidade específica na gravidez 

  • Inibidores selectivos da Cox 2 -Classe: C
    Efeitos teratogénicos em animais apenas para doses várias vezes superiores às de uso clínico em humanos; não existem dados disponíveis; não deve ser usado na gravidez.

  • Inosina pranobex -Classe: CM
    Deve evitar-se, segundo o produtor.

  • Insulinas -Classe: B
    As necessidades de insulina devem ser avaliadas frequentemente por um diabetologista ou um médico com treino no controlo da doença; na insulina Lispro não há aumento de malformações congénitas. Evitar insulinas inaladas.

  • Interferões -Classe: DM
    Evitar a menos que existam razões ponderosas; abortos espontâneos em mulheres com esclerose múltipla; as mulheres com potencial para engravidar devem tomar medidas contraceptivas bem como os homens que pretendam ser pais.

  • Iodeto de potássio -Classe: D
    O uso de iodetos como expectorantes está contra-indicado na gravidez.

  • Iodetos -Classe: D
    Bócio neonatal e hipotiroidismo permanentes.

  • Iodopovidona -Classe: D
    Pode ser absorvido em quantidade suficiente para afectar a tiroide fetal causando bócio neo-natal e hipotiroidismo.

  • Irbesartan -Classe: D
    V. Antagonistas dos receptores da angiotensina ; as substâncias que actuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona podem, durante o 2º e 3º trimestre, causar IR do feto ou neo-natal, hipoplasia do crâneo e mesmo morte fetal; por precaução, também não deve ser usado durante o 1º trimestre da gravidez, antes de uma gravidez planeada fazer a mudança para um tratamento alternativo adequado. No caso de uma gravidez ser diagnosticada, deve interromper-se o ibersartan imediatamente; se o tratamento for mantido, avaliar o crâneo e a função renal por ecografia.

  • Isoconazol -Classe: D
    V. Fluconazol .

  • Isoniazida -Classe: C
    Desconhece-se se é perigosa, mas a tuberculose não tratada é mais perigosa para a grávida e feto do que o tratamento da doença.

  • Isotretinoína -Classe: X
    Malformações craneofaciais e cardíacas; deve ser usada contracepção eficaz durante pelo menos 1 mês antes do tratamento oral, durante o tratamento e pelo menos 1 mês após a suspensão; evitar também o tratamento tópico.

  • Isoxuprina  -Classe:
    Evitar; desconhece-se se é perigosa. 

  • Ispagula  -Classe:  
    Não ser administrado a grávidas. 

  • Isradipina -Classe: C
    V. Bloqueadores da entrada do cálcio .

  • Itraconazol -Classe: DM
    O produtor recomenda evitar a menos que a situação atente contra a vida da mãe; toxicidade em doses elevadas no animal; assegurar contracepção eficaz durante o tratamento e até à próxima menstruação, uma vez terminado o tratamento.

  • Ivabradina  -Classe: CM 
    Evitar; toxicidade em estudos animais 

  • Lacidipina -Classe: C
    Evitar; não há referência a malformações em estudos animais; pode produzir relaxamento do músculo uterino no final da gravidez com inibição do parto.

  • Lactitol -Classe: C
    Evitar por insuficiência de dados quanto à segurança de uso; desconhece-se se é perigoso.

  • Lactobacillus acidophilus -Classe: A
    Probióticos regularizadores da flora intestinal; são considerados geralmente seguros.

  • Lactulose -Classe: BM
    Não existe informação disponível; sem problemas de uso.

  • Lamivudina -Classe: CM
    Induziu embrioletalidade precoce em coelhas; não se recomenda o seu uso nos três primeiros meses de gravidez por falta de informação útil na mulher grávida; pode ocorrer acidose láctica, por vezes fatal.

  • Lamotrigina -Classe: DM
    O benefício do tratamento é superior ao risco para o feto; o risco de teratogenicidade é maior se for usado mais do que um fármaco; em associação com o ácido valpróico foram descritas dismorfias da cabeça com hipertelorismo, ponta nasal achatada, orelhas malformadas e em implantação baixa, micrognatia, boca arqueada com lábio superior fino, fenda palatina, aracnodactilia, camptodactilia, defeito do septo articular, dedos em martelo, redução das pregas, atraso motor aos 6 meses, cariótipo 47, XXX.

  • Lanreotida -Classe: CM
    Evitar; atraso do crescimento em estudos animais.

  • Lansoprazol -Classe: DM
    Recomenda-se não usar durante o 1º trimestre; evitar nos outros trimestres; o uso de doses altas a longo prazo foi carcinogénico em ratos e ratinhos de ambos os sexos, produzindo tumores intestinais no fígado e no testículo.

  • Lapatinib  -Classe:
    Não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que seja claramente necessário; as mulheres em risco de engravidar deverão ser aconselhadas a utilizar um método contraceptivo eficaz e evitar engravidar durante o tratamento com o lapatinib. 

  • Latanoprost -Classe: CM
    O produtor recomenda evitar.

  • Leflunomida -Classe: CM
    Evitar; os metabolitos activos são teratogénicos em estudos animais; recomenda-se contracepção eficaz durante o tratamento e, pelo menos, 2 anos após o tratamento nas mulheres e, pelo menos, 3 meses no homem.

  • Lenograstim -Classe: C
    Toxicidade em estudos animais; o produtor recomenda usar apenas se os potenciais benefícios ultrapassarem os riscos.

  • Lercanidipina -Classe: CM
    O produtor recomenda evitar; não há informação disponível.

  • Letrozol -Classe: D
    Contra-indicado na grávida. V. Inibidores da aromatase .

  • Leuprorrelina -Classe: D
    Evitar; teratogénica em estudos animais.

  • Levetiracetam -Classe: CM 
    Toxicidade em estudos animais; evitar. V. Antiepilépticos e anticonvulsivantes .

  • Levobunolol -Classe: CM
    V. Bloqueadores adrenérgicos beta.

  • Levocabastina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1 .

  • Levocarnitina -Classe: C
    Não existem provas de teratogenicidade em estudos animais.

  • Levocetirizina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1 .

  • Levodopa -Classe: CM
    Evitar; teratogenicidade em estudos animais; não foram referidas malformações no número limitado de gravidezes conhecidas em que foi usado.

  • Levodopa + Benserazida  -Classe:  
    V. Levodopa; V. Benserazida. 

  • Levodopa + Carbidopa -Classe: C
    V. Levodopa; V. Carbidopa.

  • Levodopa + Carbidopa + Entacapona  -Classe: CM 
    V. Levodopa; V. Carbidopa; V. Entacapona. 

  • Levodropropizina  -Classe:
    Não se dispõe de informação útil; evitar 

  • Levofloxacina -Classe: CM
    V. Quinolonas ; deve ser considerado contra-indicado, uma vez que existem outras alternativas mais seguras.

  • Levofolinato de cálcio  -Classe: CM 
    O produtor recomenda que se use apenas quando o benefício for superior ao risco 

  • Levomepromazina -Classe: C
    V. Antipsicóticos .

  • Levonorgestrel -Classe: C
    V. Contraceptivos orais .

  • Levotiroxina sódica -Classe: AM
    Controlar a concentração sérica materna de tireotrofina e ajustar a dosagem, se necessário.

  • Lidocaína -Classe: C
    V. Anestésicos locais ; até ao presente não foram evidenciadas quaisquer malformações; usar se o benefício for superior ao risco.

  • Lincomicina -Classe: B
    Não foram observadas quaisquer malformações.

  • Linezolida -Classe: C
    Evitar; não há informação útil.

  • Liotironina -Classe: AM
    V. Levotiroxina sódica .

  • Lisado de Escherichia coli, klebsiela pneumonias, polibacterianos -Classe: C
    Não foram observados efeitos adversos no RN.

  • Lisinopril -Classe: DM
    V. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina .

  • Lítio, sais  -Classe: D
    Evitar, se possível (risco de malformações, incluindo malformações cardíacas - anomalia de Ebstein); possibilidade de bócio neonatal e hipotiroidismo; toxicidade neonatal do lítio - letargia e falta de coordenação entre a sucção e a deglutição; necessidade de aumentar a dosagem no 2º e 3º trimestres (após o parto voltar rapidamente ao normal); recomenda-se um controlo apertado da litiémia (risco de toxicidade no RN).

  • Lodoxamida trometamol  -Classe:
    Não há dados disponíveis em grande número, mas não são sugestivos de associação a malformações.

  • Loflazepato de etilo -Classe: D
    V. Benzodiazepinas .

  • Lomefloxacina -Classe: D
    V. Quinolonas .

  • Loperamida -Classe: BM
    Recomenda-se evitar por falta de informação disponível.

  • Lopinavir -Classe:
    V. Antivíricos.

  • Loprazolam -Classe: D
    V. Benzodiazepinas .

  • Loratadina -Classe: BM
    Embriotóxica em estudos animais: com múltiplos da dose usada no homem. Não há associação a malformações na espécie humana. Usar apenas se for claramente necessário. V. Anti-histamínicos H1 .

  • Lorazepam -Classe: DM
    Depressão respiratória nos RNs expostos; V. Benzodiazepinas .

  • Lormetazepam -Classe: D
    V. Benzodiazepinas .

  • Lornoxicam -Classe: C (risco
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Losartan -Classe: D
    Não foi estabelecida segurança na mulher grávida; nos animais podem ocorrer lesões e morte de fetos e RNs; no 2º e 3º trimestre, o medicamento actua no SRAA e pode provocar lesões e morte fetal; a perfusão renal do feto humano começa no 2º trimestre e depende do desenvolvimento do SRAA.

  • Lovastatina -Classe: XM
    Evitar; teratogenicidade em humanos e animais. V. Inibidores da redutase da HMG-CoA .

  • Lutropina alfa  -Classe:  
    Contra-indicada. 

  • Macrogol -Classe: CM
    Evitar a menos que seja essencial; não há informação disponível.

  • Macrólidos -Classe: A
    Não há efeitos lesivos para o feto.

  • Magaldrato -Classe:
    Não são conhecidos efeitos lesivos para o feto.

  • Magnésio, sulfato  -Classe:
    Não se sabe se a administração IV de curta duração na eclampsia é inócua, mas em dose excessiva pode causar depressão respiratória neo-natal.

  • Maprotilina -Classe: BM
    Não há refências a associação a defeitos congénitos, mas a administração durante a gravidez só deve ocorrer se os benefícios forem superiores ao risco para o feto; a ser usado deve interromper-se 7 semanas antes da data prevista para o parto para evitar-se sintomas de irritabilidade para o RN.

  • Marijuana -Classe: C
    Evitar; redução do peso e altura ao nascimento; atrasos da aprendizagem e défices de atenção.

  • Mebendazol -Classe: CM
    Evitar por toxicidade em estudos animais.

  • Mebeverina -Classe: CM
    Desconhece-se se é perigoso; recomenda-se evitar.

  • Meclozina -Classe: C
    Não usar na gravidez. V. Anti-histamínicos H1 .

  • Medroxiprogesterona -Classe: D
    Evitar; foram referidas malformações genitais e cardíacas em fetos de ambos os sexos. Não há evidência de efeito adverso com injecção depósito para contracepção.

  • Mefloquina -Classe: CM
    Teratogenicidade em estudos animais; contra-indicada na gravidez.

  • Megestrol -Classe: D
    Contra-indicado. V. Progestagénios .

  • Melatonina  -Classe:  
    Só está recomendada como hipnótico depois da menopausa. 

  • Melfalano -Classe: DM
    Evitar; recomenda-se contracepção adequada no homem e na mulher durante o tratamento com o fármaco.

  • Meloxicam -Classe: C
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Melperona -Classe: C
    V. Antipsicóticos .

  • Memantina -Classe: C
    O produtor recomenda evitar a menos que seja essencial - em estudos animais verificou-se redução do crescimento intra-uterino.

  • Menotropina -Classe: C
    Evitar.

  • Mepivacaína -Classe: C
    V. Anestésicos locais.

  • Mequitazina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1 .

  • Mesilato de di-hidroergocriptina -Classe: D
    Evitar; em doses elevadas pode provocar aborto; pode ter efeitos lesivos para o feto mas não se sabe se é teratogénico. 

  • Mesilato de di-hidroergocristina  -Classe:
    Evitar; usar de precaução na gravidez. 

  • Mesilato de di-hidroergotamina  -Classe:
    Contra-indicada. 

  • Mesna -Classe: C
    Evitar; desconhece-se se é perigoso.

  • Mesoglicano sódico -Classe: B
    V. Heparina sódica .

  • Messalazina -Classe: BM
    Não foram referidos efeitos teratogénicos, não obstante atravessar a placenta em quantidades desprezíveis; usar com precaução.

  • Mesterolona -Classe: X
    Contra-indicada na gravidez; V. Androgénios .

  • Metadona -Classe: D
    O uso crónico leva a dependência neonatal; RN pequeno para a idade gestacional; redução do perímetro craneano; síndrome de morte súbita.

  • Metamizol magnésico  -Classe:
    A segurança de utilização não está definida. 

  • Metformina -Classe: BM
    Contra-indicada; a insulina é normalmente o antidiabético de escolha durante a gravidez se a dieta isolada não for suficiente, para obter níveis de glicémia o mais próximo possível do normal para evitar malformações fetais.

  • Metildigoxina -Classe: C
    V. Digoxina .

  • Metildopa -Classe: C
    Morte peri-natal, baixo peso ao nascimento, perda fetal aumentada.

  • Metilergometrina  -Classe:
    Contra-indicada para a indução do parto, no 2º e 3º estádios do parto e na eclâmpsia. 

  • Metilfenidato -Classe: C
    Evitar, a menos que o potencial benefício ultrapasse os riscos; experiência limitada. Toxicidade em animais.

  • Metilprednisolona -Classe: C e D
    V. Corticosteróides (sistémicos).

  • Metipranolol -Classe:  
    V. Bloqueadores adrenérgicos beta

  • Metoclopramida -Classe: C
    Não parece aumentar o risco de teratogenicidade. Desconhece-se se é perigosa, mas o produtor recomenda que se use só se existirem razões compelativas.

  • Metolazona -Classe: D
    V. Diuréticos tiazídicos. Não é usada para tratar hipertensão na gravidez; pode causar trombocitopenia neo-natal.

  • Metopina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1 ; não se recomenda.

  • Metoprolol -Classe: CM (D se
    Pode causar atraso do crescimento intrauterino e redução do peso placentar; V. Bloqueadores adrenérgicos beta.

  • Metotrexato -Classe: D
    Evitar; é teratogénico (anomalias craniofaciais e digitais); a fertilidade pode ser reduzida durante a terapêutica, mas este efeito pode ser reversível; o produtor recomenda contracepção eficaz durante, e pelo menos, até 3 meses após o tratamento no homem e na mulher.

  • Metronidazol -Classe: BM
    Contra-indicado durante o 1º trimestre nas doentes com tricomoníase, mas pode ser aceitável durante o 2º e 3º trimestres se as terapêuticas alternativas falharam; evitar regimes de alta dosagem. Não há referências a malformações.

  • Mexazolam -Classe: D
    V. Benzodiazepinas .

  • Mianserina -Classe: C
    V. Antidepressores tricíclicos .

  • Micofenolato de mofetil -Classe: D
    Evitar por toxicidade em estudos animais; deve fazer-se contracepção eficaz durante o tratamento e durante 6 semanas após interrupção da terapêutica.

  • Miconazol -Classe: CM
    Evitar, a menos que seja essencial.

  • Midazolam -Classe: DM
    O uso antes da cesariana tem um efeito depressor no RN; V. Benzodiazepinas .

  • Midodrina -Classe: C
    V. Simpaticomiméticos

  • Milnaciprano -Classe: C
    Só deve ser usada durante a gravidez se o benefício for claramente superior ao potencial risco (não demonstrado) de teratogenicidade. V. Antidepressores.

  • Minociclina -Classe: D
    Contra-indicado. V. Tetraciclinas .

  • Minoxidil -Classe: CM
    Hirsutismo neonatal.

  • Mirtazapina -Classe: D
    Evitar; não foram referidas, até à data, consequências adversas durante a gravidez humana; toxicidade em estudos animais.

  • Misoprostol -Classe: DM
    Evitar; estimulante uterino potente (tem sido usado por induzir a aborto) e pode originar nado-mortos.

  • Mizolastina -Classe: CM
    Evitar; V. Anti-histamínicos H1 .

  • Moclobemida -Classe: C
    Não foi estabelecida a segurança de uso na gravidez; V. Antidepressores inibidores da monoaminoxidase .

  • Molgramostim -Classe: DM
    Toxicidade em estudos animais; o produtor recomenda evitar, a menos que o benefício potencial seja superior ao risco.

  • Mononitrato de isossorbida -Classe: CM
    O produtor recomenda evitar a menos que o benefício potencial seja superior ao risco.

  • Montelucaste -Classe: CM
    Atravessa a placenta; não deve ser usado durante a gravidez, a não ser que seja extremamente necessário, por falta de estudos controlados.

  • Morfina -Classe: B (D se
    Não há referências a malformações com o uso terapêutico de morfina; depressão respiratória neo-natal; dependência do recém-nascido (de mães toxicodependentes) com sintomas de supressão; V. Analgésicos opiáceos .

  • Moxifloxacina -Classe: D
    Contra-indicada na gravidez; em animais não há evidência de teratogenicidade ou redução de fertilidade, mas provocou lesões nas cartilagens de suporte.

  • Moxonidina -Classe: CM
    O promotor recomenda evitar; não há informação disponível.

  • Multivitaminas -Classe: A (o fac
    Não existem provas de que o suplemento de vitaminas possa prevenir a fenda labial e/ou do palato; o suplemento de folatos nas primeiras semanas pode reduzir o risco de defeitos do tubo neural.

  • Mupirocina -Classe: CM
    Não existe informação disponível; evitar, a menos que o benefício seja superior ao risco.

  • Nabumetona -Classe: CM (D, s
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Nadifloxacina  -Classe:  
    Usar de precaução; evitar. 

  • Nadolol -Classe: CM
    V. Bloqueadores adrenérgicos beta.

  • Nadroparina cálcica -Classe: B
    Não constitui risco para o feto.

  • Naftidrofurilo -Classe: C
    Usar de precaução; evitar.

  • Naloxona -Classe: BM
    Usar apenas se o benefício potencial for superior aos riscos; não deve ser dada à mãe para reverter os efeitos dos narcóticos no feto ou no RN, a menos que a toxicidade seja evidente.

  • Naltrexona -Classe: CM
    Usar apenas se o potencial benefício for superior aos riscos.

  • Nandrolona -Classe: D
    Contra-indicado na gravidez. V. Androgénios e anabolizantes (8.5.2.).

  • Naproxeno -Classe: BM (D, s
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Naratriptano -Classe: C
    Evitar; não se dispõe de dados seguros. V. Agonistas 5-HT1 da serotonina 

  • Nateglinida -Classe: D
    Evitar; toxicidade em estudos animais; usar a insulina durante a gravidez em todos as diabéticas.

  • Nebivolol -Classe: CM
    V. Bloqueadores adrenérgicos beta.

  • Nedocromil sódico -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1 .

  • Nelfinavir -Classe: CM
    Não existe informação disponível; o produtor recomenda que se use apenas se for essencial.

  • Neomicina -Classe: C
    Não há evidência de malformações congénitas; V. Aminoglicosídeos .

  • Neostigmina -Classe: CM
    Não há evidência de malformações congénitas.

  • Netilmicina -Classe: D
    V. Aminoglicosídeos .

  • Nevirapina -Classe: CM
    Recomenda-se evitar, mas poder-se-á usar se estiver claramente indicada.

  • Nicardipina -Classe: CM
    Não foram encontradas malformações congénitas mas pode inibir o parto; toxicidade em estudos animais; evitar. V. Bloqueadores da entrada do cálcio .

  • Nicergolina -Classe: C
    Usar de precaução; evitar.

  • Nicorandilo -Classe: CM
    Não se dispõe de informação útil; o produtor recomenda que se use só se não houver uma terapêutica mais segura.

  • Nicotina -Classe: C
    Não instituir terapêutica de substituição durante a gravidez. A exposição inadvertida de curta duração durante o 1º trimestre não causará provavelmente dano ao feto. Alguns autores consideram que a utilização cuidadosa de adesivos de nicotina em mulheres que consumiam mais de 20 cigarros por dia poderá ter uma relação benefício-risco positiva.

  • Nicotinato de alfatocoferol  -Classe: C
    Não se dispõe de informação útil.

  • Nifedipina -Classe: CM
    Evitar; Só deve ser dada à grávida com hipertensão grave que não responde à terapêutica padrão; risco de hipóxia fetal por hipotensão materna; não associar a sulfato de magnésio IV; V. Bloqueadores da entrada do cálcio .

  • Nilutamida -Classe:  
    Não é um fármaco usado na mulher.

  • Nilvadipina -Classe: CM
    V. Bloqueadores da entrada do cálcio .

  • Nimesulida -Classe: C
    Hipertensão pulmonar persistente do RN; redução do líquido amniótico. Não deve ser usado durante a gravidez.

  • Nimodipina -Classe: CM
    Não foi encontrado aumento de malformações; V. Bloqueadores da entrada do cálcio .

  • Nistatina -Classe: B
    Não se dispõe de informação útil; o produtor recomenda que se use só se não houver uma terapêutica mais segura; a absorção intestinal é desprezível.

  • Nitrendipina -Classe: CM
    V. Bloqueadores da entrada do cálcio .

  • Nitrofural  -Classe:
    Não se recomenda o seu uso durante a gravidez. 

  • Nitrofurantoína -Classe:
    Pode provocar hemólise neonatal no feto com défice em G-6-PD, se usado perto do termo da gravidez.

  • Nitroglicerina -Classe: B
    Não parece constituir perigo para o feto. Não existem dados suficientes que suportem o seu uso em pomada rectal.

  • Nomegestrol -Classe: D
    Evitar na gravidez, se houve uma gravidez ectópica no passado ou a mulher for portadora de quistos ováricos funcionais.

  • Nonoxinol -Classe: C
    V. Espermicidas .

  • Noretisterona -Classe: D
    Masculinização dos fetos femininos e outras malformações; V. Contraceptivos orais .

  • Norfloxacina -Classe: DM
    O uso está contra-indicado no 1º trimestre; V. Quinolonas .

  • Norgestrel -Classe: XM
    V. Contraceptivos orais .

  • Nortriptilina -Classe: D
    V. Antidepressores tricíclicos .

  • Octreotido -Classe: BM
    Atraso do desenvolvimento fisiológico nos animais; recomenda-se que se use apenas se o possível benefício for superior ao risco.

  • Ofloxacina -Classe: CM
    Não parece estar associada a um risco acrescido de malformações; V. Quinolonas .

  • Olanzapina -Classe: BM
    A utilização terá em conta a natureza e a gravidade da doença de base; o produtor recomenda que se use apenas se o benefício potencial for superior aos riscos; letargia neonatal; tremor e hipertonia no RN.

  • Olmezartan medoxomilo -Classe: D
    O produtor recomenda evitar; V. Antagonistas dos receptores da angiotensina

  • Olopatadina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1 .

  • Ómega-3 ácido, etilésteres  -Classe: CM 
    Usar apenas se o benefíio potencial for superior ao risco. Não se dispõe de informação útil. 

  • Omeprazol -Classe: CM
    Toxicidade em estudos animais; os estudos em humanos levam a aceitar não ser teratogénico na espécie humana.

  • Omoconazol -Classe: D
    Evitar.

  • Ondansetrom -Classe: BM
    Usar apenas se o benefício potencial for superior aos riscos.

  • Opiáceos -Classe: B (C, se
    São indutores de toxicidade fetal sem disgénese; depressão respiratória neonatal; efeitos de supressão em RN de mães dependentes; estase gástrica e risco de pneumonia por aspiração na mãe durante o parto.

  • Orlistato -Classe: CM
    Não se dispõe de informação útil; evitar.

  • Oseltamivir -Classe: CM
    Evitar.

  • Oxatomida -Classe: C
    Evitar; não foi definida a segurança na grávida.

  • Oxazepam -Classe: D
    V. Benzodiazepinas (Diazepam) .

  • Oxcarbazepina -Classe: D
    Risco de teratogenecidade, incluindo alterações do tubo neural. V. Antiepilépticos e anticonvulsivantes.

  • Oxerrutinas -Classe: C
    Evitar; usar apenas se não houver alternativas.

  • Oxibuprocaína -Classe: C
    Usar com precaução.

  • Oxibutinina -Classe: CM
    Toxicidade em estudos animais; usar apenas se o benefício potencial for superior ao risco.

  • Oxifedrina -Classe: C
    Não se conhecem os efeitos na gravidez.

  • Oximetazolina -Classe: C
    Pode causar constrição dos vasos uterinos com redução do fluxo sanguíneo, hipóxia fetal e bradicardia.

  • Oxitetraciclina -Classe: D
    V. Tetraciclinas .

  • Oxitocina -Classe: D
    Contra-indicada.

  • Oxitriptano -Classe: C
    Experiência de uso limitado na gravidez, pelo que se recomenda evitar.

  • Oxolamina -Classe: C
    Usar apenas se indispensável; não existe informação disponível.

  • Paliperidona  -Classe: CM 
    Evitar. Toxicidade em estudos animais; usar apenas se o benefício potencial for superior ao risco. 

  • Pancreatina -Classe: A
    Desconhece-se se é perigosa.

  • Pangamato de cálcio -Classe: C
    Evitar; não existe informação disponível.

  • Pantoprazol -Classe: D
    Fetotóxico em animais; produtor recomenda evitar-se a menos que o benefício potencial seja superior aos riscos.

  • Paracetamol -Classe: B
    Não há evidência de malformações; doses elevadas por períodos prolongados podem causar doenças renal ou hepática fetal de consequências fatais; a combinação com a di-hidrocodeína é de evitar na gravidez, em especial junto ao parto pelo risco de síndrome de privação.

  • Parafina líquida -Classe: CM
    O uso crónico como laxante pode levar a reduzida absorção de vitaminas lipossolúveis.

  • Paricalcitol  -Classe:
    Evitar, de acordo com o produtor; toxicidade em estudos animais. V. Vitamina D. 

  • Paroxetina -Classe: CM
    Dificuldade respiratória, hipoglicemia, icterícia, síndroma de supressão neonatal. V. Antidepressores inibidores da recaptação da serotonina .

  • Peginterferão alfa-2a -Classe: D
    Evitar. V. Interferões .

  • Peginterferão alfa-2b -Classe: D
    Evitar. V. Interferões .

  • Pegvisomant -Classe: D
    Contra-indicado.

  • Penciclovir  -Classe:
    Evitar, a menos que o benefício potencial ultrapasse o possível risco. 

  • Penicilamina -Classe: D
    Evitar; cutis laxa e outras malformações congénitas.

  • Penicilinas -Classe: B
    Não há risco fetal.

  • Penicilinas + Inibidores das lactamases beta -Classe: C
    Referências limitadas ao seu uso durante a gravidez; evitar, a menos que o benefício potencial ultrapasse o possível risco. V. Inibidores da lactamase beta. 

  • Pentoxifilina -Classe: CM
    Evitar.

  • Perfenazina -Classe: C
    V. Antipsicóticos .

  • Pergolida -Classe: D
    Evitar, a menos que o benefício potencial seja superior ao possível risco.

  • Perindopril -Classe: D
    V. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina .

  • Permetrina -Classe: C
    Evitar.

  • Peróxido de benzoílo  -Classe:
    Usar com precaução. 

  • Picetoprofeno -Classe: C
    Usar apenas em caso de necessidade imperiosa.

  • Picossulfato de sódio  -Classe:
    Usar com precaução. 

  • Pidolato de cálcio + Colecalciferol  -Classe:
    Aceitável 

  • Pilocarpina -Classe: C
    Toxicidade em estudos animais; evitar; é um estimulante do músculo liso.

  • Pimecrolímus -Classe: D
    Contraindicado.

  • Pimozida -Classe: C
    V. Antipsicóticos .

  • Pioglitazona -Classe: CM
    Toxicidade em estudos animais; o produtor recomenda evitar; a insulina é normalmente usada em todos os diabéticos durante a gravidez.

  • Piperacilina -Classe: A
    V. Penicilinas .

  • Piperacilina + Tazobactam  -Classe:
    O produtor recomenda que se use o tazobactam apenas quando o potencial benefício for superior ao risco. 

  • Piperazina -Classe: B
    Não há evidência clínica de perigo, mas o RCM do produto avisa de que deve ser evitada durante a gravidez, excepto com receita médica.

  • Piracetam -Classe: CM
    O produtor recomenda evitar.

  • Pirantel -Classe: C
    Evitar.

  • Pirazinamida -Classe: C
    Deve ser usada só nos primeiros 2 meses de tratamento. 

  • Pirenoxina  -Classe:
    Só utilizar tendo em conta a relação benefício risco. 

  • Piribedil -Classe: C
    Usar com precaução; pouca informação disponível.

  • Piridoxina -Classe: A (C se
    Compatível com a gravidez.

  • Pirissudanol -Classe: C
    Não existem referências ao seu uso durante a gravidez, evitar.

  • Piritinol -Classe: CM
    Não foram referidos efeitos tóxicos sobre o feto, mas o produtor recomenda evitar.

  • Pirlindol -Classe: D
    Contra-indicado na gravidez.

  • Piroxicam -Classe: B (D, se
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Pivmecilinam  -Classe:
    V. Penicilinas. 

  • Plantago afra  -Classe:
    Não deve ser administrado a grávidas. 

  • Plantago ovata  -Classe:
    Não deve ser administrado a grávidas. 

  • Policresuleno -Classe: C
    Não há referências ao uso do fármaco na gravidez.

  • Polimixina B -Classe: B
    Não foi observada associação a malformações congénitas.

  • Polistireno sulfonato de sódio -Classe: C
    Não existe informação disponível; o produtor recomenda que se use apenas se o benefício potencial for superior ao possível risco.

  • Povidona  -Classe:
    Não se conhecem contra-indicações para a forma de aplicação oftálmica. 

  • Pranoprofeno  -Classe:
    Não se conhece qualquer contra-indicação para a forma de aplicação oftálmica. 

  • Pravastatina -Classe: XM
    Contra-indicado durante a gravidez; V. Estatinas .

  • Prazepam -Classe: D
    V. Benzodiazepinas .

  • Prednisolona -Classe: C ou D
    Risco reduzido para o feto em desenvolvimento; V. Corticosteróides (intranasais e inalados) e V. Corticosteróides (sistémicos).

  • Prednisona  -Classe:
    Risco de atraso do crescimento intra-uterino em tratamento sistémico prolongado. V. Corticosteróides. 

  • Pregabalina -Classe: DM
    Toxicidade em estudos animais; recomenda-se evitar a menos que o benefício potencial seja superior aos riscos.

  • Primidona -Classe: D
    V. Fenobarbital ; fazer profilaxia com vitamina K (fitomenadiona) pela supressão dos factores da coagulação dependentes da vitamina K.

  • Procaterol -Classe: D
    V. Formoterol .

  • Progestagénios -Classe: D
    Se tomados pela mãe à 8ª semana ou mais de concepção podem provocar virilização do feto fêmea, um efeito dependente da dose. Antes das 8 semanas não há efeito virilizante.

  • Progesterona -Classe: D
    Desconhece-se se é perigosa; usa-se no aborto repetido.

  • Proglumetacina -Classe: CM
    Não se aconselha o seu uso durante a gravidez.

  • Promegestona -Classe:
    Contra-indicada.

  • Promestrieno -Classe: B
    Não foi observado efeito sistémico após aplicação vaginal do produto, pelo que não está interdito em caso de gravidez.

  • Prometazina -Classe: C
    V. Anti-histamínicos H1 .

  • Propafenona -Classe: CM
    Evitar; não existe informação disponível.

  • Propifenazona + Cafeína  -Classe:
    As reacções adversas, entre as quais reacções cutâneas e nefrotoxicidade desaconselham o seu uso na grávida. 

  • Propiltiouracilo -Classe: D
    Bócio congénito e hipotiroidismo; em comparação com os outros antitiróideus é considerado o fármaco de escolha no tratamento do hipertiroidismo da gravidez (usar a menor dose possível).

  • Propinoxato -Classe: C
    V. Espasmolíticos .

  • Propiverina -Classe: DM
    O produtor recomenda evitar; redução do desenvolvimento esquelético em estudos animais.

  • Propranolol -Classe: CM (D se
    Tem sido associado a atraso do crescimento intrauterino, bradicardia e hipoglicemia neonatais; o risco é maior na hipertensão grave. Deve ser suspenso 1 a 2 semanas antes do parto V. Bloqueadores adrenérgicos beta.

  • Proteínosuccinilato de ferro -Classe:
    Não há referência a qualquer contra-indicação. 

  • Prulifloxacina  -Classe:
    V. Quinolonas. 

  • Pseudoefedrina -Classe: D
    Encerramento defeituoso da parede abdominal referido em RN.

  • Quetiapina -Classe: CM
    Usar apenas se o benefício potencial for superior aos riscos.

  • Quimotripsina -Classe: C
    Não há dados disponíveis.

  • Quinapril -Classe: DM
    V. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina .

  • Quinolonas -Classe: D
    Possível artropatia fetal; artropatia em estudos animais; estão disponíveis alternativas mais seguras.

  • Rabeprazol -Classe: C
    Recomenda-se evitar; não existe informação disponível.

  • Raloxifeno -Classe: C
    Em animais observaram-se abortos, defeitos do septo ventricular, hidrocefalia; pode causar danos fetais quando, por engano, for administrada a grávidas.

  • Ramipril -Classe: DM
    V. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina .

  • Ranelato de estrôncio -Classe: D
    Evitar; toxicidade em estudos animais.

  • Ranitidina -Classe: BM
    Desconhece-se se é perigosa; o produtor recomenda evitar, a menos que seja essencial.

  • Rasagilina  -Classe: CM 
    A segurança não está estabelecida; o produtor recomenda precaução. 

  • Reboxetina -Classe: CM
    Evitar e interromper o uso, se ocorrer gravidez; não existe informação disponível.

  • Retapamulina  -Classe:
    Usar na gravidez apenas se está claramente indicada terapêutica antibacteriana tópica e for preferível à administração de um antibacteriano sistémico. 

  • Reteplase -Classe: CM
    V. Estreptoquinase .

  • Retinóides -Classe: X
    Teratogénicos.

  • Retinol -Classe: A (X, se
    As doses excessivas são teratogénicas em animais, mas é pouco provável que seja perigoso em doses terapêuticas; o défice materno pode aumentar a probabilidade de transmissão do VIH da mãe para o feto e atraso do crescimento no 1º ano de vida.

  • Retinoler (vitamina A) -Classe: C
    O excesso de vitamina A (retinol) pode causar malformações fetais; a grávida não deverá tomar mais de 2.000 UI diárias.

  • Reviparina sódica -Classe: B
    Recomenda-se evitar; não existe informação disponível.

  • Ribavirina -Classe: XM
    Evitar; teratogénica em praticamente todas as espécies estudadas; assegurar contracepção eficaz durante administração oral e durante 6 meses após tratamento na mulher e 7 meses após tratamento no homem.

  • Rifamicina -Classe: C
    Não usar na gravidez.

  • Rifampicina -Classe: CM
    Evitar; as doses elevadas são teratogénicas em estudos animais; risco de hemorragia neonatal se administrada no 3º trimestre por hipoprotrombinemia. Dar vitamina K (fitomenadiona) à mãe e ao bebé.

  • Rilmenidina -Classe: CM
    Não foram encontrados efeitos teratogénicos ou embriotóxicos nos animais, mas deve ser evitada.

  • Riluzol -Classe: C
    Não há informação disponível. Contra-indicado.

  • Rimexolona -Classe: CM
    Não há estudos na mulher grávida e só deve ser usada se os potenciais benefícios para a mãe justificarem o risco potencial para o embrião ou o feto; vigiar sinais de hipoadrenalismo.

  • Risedronato de sódio -Classe: D
    V. Bifosfonatos .

  • Risperidona -Classe: CM 
    Não existem estudos apropriados que documentem o risco destes fármacos na gravidez; a utilização terá em conta a natureza e gravidade da doença de base.

  • Ritonavir -Classe: BM
    Não existe informação disponível; usar apenas se o benefício potencial ultrapassar os riscos.

  • Rivaroxabano -Classe:
    Contra-indicado na gravidez. 

  • Rivastigmina -Classe: C
    Usar apenas se o benefício potencial for superior aos riscos.

  • Rizatriptano  -Classe:
    V. Agonistas 5-HT1 da serotonina. 

  • Ropinirol -Classe: D
    Contra-indicado na gravidez.

  • Rosiglitazona -Classe: CM
    Evitar; toxicidade em estudos animais; evitar; a insulina deve substituir os antidiabéticos orais durante a gravidez.

  • Rosuvastatina -Classe: XM
    V. Estatinas .

  • Roxitromicina -Classe: B
    Possível hepatoxicidade materna.

  • Rufinamida  -Classe: CM 
    Toxicidade em estudos animais; usar apenas se o benefício potencial ultrapassar os riscos; usar contracepção eficaz durante o tratamento. 

  • Rupatadina -Classe: C
    Desconhece-se a segurança durante a gravidez; só deve ser usado durante a gravidez quando os potenciais benefícios justifiquem os possíveis riscos. V. Anti-histamínicos H1 .

  • Saccharomyces boulardii -Classe: BM
    Probióticos regularizadores da flora intestinal, considerados seguros.

  • Salbutamol -Classe: B
    Usado por inalação reduz-se a exposição fetal; se ocorre agravamento, associar um corticóide inalado. Usa-se no parto prematuro.

  • Salicilatos -Classe: C (D, se
    V. Ácido acetilsalicílico .

  • Salmeterol -Classe: C
    Não se dispõe de dados suficientes para fazer uma avaliação; o uso só deve ser considerado se o benefício esperado para a mãe for superior ao possível risco para o feto.

  • Saquinavir -Classe: BM
    O produtor recomenda usar apenas se o benefício potencial for superior aos riscos.

  • Secnidazol -Classe: C
    Não foi demonstrada a sua inocuidade em mulheres grávidas; usar apenas se o benefício potencial for superior ao possível risco para o embrião ou o feto.

  • Selegilina -Classe: DM
    V. Antidepressores inibidores da monoaminoxidase .

  • Sene -Classe: C
    Não há referência a toxicidade fetal ou teratogenicidade, mas não deve ser usado na grávida 

  • Senosido A + Senosido B  -Classe:
    Não devem ser usados na grávida a não ser com precauções especiais. 

  • Serrapeptase -Classe: C
    Evitar; não há referência ao seu uso durante a gravidez.

  • Sertaconazol -Classe: C
    Não está demonstrada a sua inocuidade em mulheres grávidas; usar apenas após avaliação da relação benefício potencial/risco possível para o feto.

  • Sertindol  -Classe: DM 
    Evitar. Restringir o uso a doentes intolerantes a outro antipsicótico. 

  • Sertralina -Classe: CM
    Evitar; não há dados que suportem um risco teratogénico em animais, mas diminuição da sobrevivência neonatal após administração a ratas fêmeas; V. Antidepressores inibidores da recaptação da serotonina .

  • Sevelâmero -Classe: CM
    Usar apenas se o benefício potencial for superior aos riscos.

  • Sibutramina -Classe: D
    Toxicidade em estudos animais; o produtor recomenda evitar. As mulheres em idade fértil devem usar contraceptivos apropriados durante todo o tratamento; estudos em coelhos com doses tóxicas demonstraram efeitos sobre a reprodução.

  • Sildenafil -Classe:
    O produtor recomenda evitar. Toxicidade em estudos animais.

  • Silimarina -Classe: C
    Evitar; não há referência ao seu uso durante a gravidez.

  • Simpaticomiméticos beta -Classe: C
    Hipoglicemia neonatal.

  • Sinvastatina -Classe: XM
    V. Estatinas ; não deve ser usado durante a gravidez - anomalias congénitas; as mulheres a tomar sinvastatina antes da concepção, devem interromper a terapêutica se quiserem engravidar, ou suspender logo que se confirme a gravidez.

  • Solifenacina -Classe: CM
    O produtor recomenda usar de precaução por falta de informação disponível.

  • Somatostatina -Classe: C
    Não existem dados disponíveis.

  • Somatropina -Classe: D
    Não existe informação útil, mas conhece-se o risco teórico; interromper a medicação se ocorrer gravidez.

  • Sotalol -Classe: B (D se
    V. Bloqueadores adrenérgicos beta.

  • Sucralfato -Classe: BM
    Não existem provas de que represente risco para o feto ou a grávida com função renal normal.

  • Sulfadiazina -Classe: B
    V. Sulfonamidas .

  • Sulfametoxazol + Trimetoprim -Classe: X
    Malformação espinhal.

  • Sulfassalazina -Classe: D, se us
    Risco teórico de hemólise neonatal; devem ser administrados à mãe suplementos de folatos em dose adequada.

  • Sulfato de magnésio -Classe: C
    Deve provavelmente ser evitado durante a gravidez.

  • Sulfonamidas -Classe: B (D se
    Hemólise neonatal, metahemoglobinémia e icterícia; o receio de aumento de risco de icterícia nuclear no RN parece ser infundado.

  • Sulfonilureias -Classe: B (D se
    Hipoglicemia neonatal; a insulina é o antidiabético de escolha na diabetes da grávida; a serem usados antidiabéticos orais estes deverão ser suspensos dois dias antes do parto.

  • Sulfureto de selénio -Classe: C
    Desconhece-se se causa agressão fetal quando administrado à mulher grávida; só deve ser usado na gravidez quando claramente necessário e não deve ser usado para o tratamento da Tinea versicolor durante a gravidez.

  • Sulodexida -Classe: C
    Evitar

  • Sulpirida -Classe: C
    Não foi demonstrada acção teratogénica em estudos animais; a pesar em cada caso o benefício potencial e o possível risco para o feto; V. Antipsicóticos .

  • Sumatriptano -Classe: CM
    Evitar; V. Agonistas 5-HT1.

  • Tacalcitol -Classe: C
    Não há informação disponível; evitar, a menos que não haja alternativa segura disponível.

  • Tacrolímus -Classe: C
    Toxicidade em estudos animais; evitar.

  • Tadalafil -Classe:  
    Não está indicado para utilização na mulher. V. Sildenafil .

  • Tamoxifeno -Classe: DM
    Evitar; possíveis efeitos no desenvolvimento fetal; deve usar-se contracepção eficaz durante o tratamento e durante 2 meses após suspensão.

  • Tansulosina -Classe:  
    Não está indicado para utilização na mulher.

  • Tegafur + Uramustina -Classe: X
    Contra-indicado na gravidez.

  • Teicoplanina -Classe: CM
    Usar apenas se o benefício potencial for superior ao possível risco.

  • Telitromicina -Classe: DM
    Toxicidade em estudos animais. Usar apenas se o benefício potencial for superior ao risco.

  • Telmisartan -Classe: D
    Estudos animais não indicam efeito teratogénico, mas fetotoxicidade. Não deve ser administrado durante o 1º trimestre, mas também no 2º e 3º porque os fármacos que actuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona podem causar danos e mesmo morte do feto em desenvolvimento.

  • Temazepam -Classe: D
    Estudos em ratos revelaram reabsorções aumentadas, incidência de costelas rudimentares; encefalia, fusão e assimetria das costelas em coelhos; V. Benzodiazepinas .

  • Tenecteplase -Classe: CM
    V. Estreptoquinase .

  • Teniposido -Classe: D
    V. Ciclofosfamida .

  • Tenofovir -Classe: D
    Contra-indicado na gravidez.

  • Tenoxicam -Classe: C
    V. Anti-inflamatórios não esteróides .

  • Teofilina -Classe: C
    Têm sido referidas irritabilidade neonatal e apneia; há alguma preocupação quanto aos efeitos depressores das xantinas na síntese de lípidos e dos sistemas neuronais em desenvolvimento.

  • Terazosina -Classe: CM
    Não há referências ao uso deste fármaco durante a gravidez. V. Bloqueadores adrenérgicos alfa.

  • Terbutalina -Classe: BM
    Usou-se para prevenir o parto prematuro, mas não se indica actualmente; evitar as infusões contínuas.

  • Terfenadina -Classe: CM
    V. Anti-histamínicos H1 .

  • Teriparatida -Classe: C
    Evitar.

  • Tertatolol -Classe: CM
    V. Bloqueadores adrenérgicos beta.

  • Testosterona -Classe: D
    V. Androgénios ; masculinização do feto do sexo feminino.

  • Tetraciclinas -Classe: D
    Coloração e defeitos dos dentes da 1ª dentição e alteração do crescimento ósseo; possibilidade de hipospádias, hérnia inguinal ou hipoplasia dos membros, pé boto; podem modificar a capacidade fertilizante do homem e reduzir a eficácia dos contraceptivos orais por inibirem a hidrólise bacteriana dos esteroides conjugados no intestino; toxicidade hepática materna com doses elevadas por via parentérica.

  • Tetracosactido -Classe: D
    Há referências de abortos e malformações fetais em grávidas tratadas com tetracosactido.

  • Tetrizolina -Classe: C
    Só deve ser usada durante a gravidez, após correcta avaliação da relação risco-benefício.

  • Tiagabina -Classe: DM
    O produtor recomenda evitar a menos que o benefício potencial seja superior aos riscos.

  • Tiamazol -Classe: D
    Aplasia cutis; o propiltiouracilo deverá ser o fármaco de escolha; a ser usado, deve ser dada a menor dose possível.

  • Tianeptina -Classe: C
    Evitar; não há informação disponível. 

  • Tiaprida -Classe: C
    Não existem dados sobre os efeitos do tiapride nas funções cerebrais do feto; em RNs de mães tratadas com doses altas só raramente foram descritos efeitos extrapiramidais; limitar a duração de uso durante a gravidez.

  • Tiazidas e análogos -Classe: D
    No 1º trimestre podem causar um aumento do risco de malformações congénitas; outros riscos incluem hipoglicemia, hiponatremia, hipocaliemia, trombocitopenia e morte por complicações maternas; efeito directo sobre o músculo liso com inibição do parto; evitar durante a gravidez, excepto, eventualmente, na insuficiência cardíaca.

  • Tibolona  -Classe:
    Contra-indicada. 

  • Ticlopidina -Classe: C
    Toxicidade em estudos animais; o produtor recomenda evitar; usar só durante a gravidez se for absolutamente necessária.

  • Tilactase -Classe: C
    Não se dispõe de informação útil.

  • Timolol -Classe: CM (D, s
    V. Bloqueadores adrenérgicos beta.

  • Tinidazol -Classe: CM
    Recomenda-se evitar no 1º trimestre.

  • Tinzaparina sódica -Classe: B
    Recomenda-se evitar, a não ser que não haja alternativa mais segura.

  • Tiocolquicosido -Classe: C
    Evitar; foi associado a efeitos teratogénicos em estudos animais com doses elevadas, não se dispondo de dados em humanos.

  • Tioconazol -Classe: CM
    Recomenda-se evitar.

  • Tipranavir -Classe: C
    Toxicidade em estudos animais; evitar; usar apenas se o benefício potencial ultrapassar o possível risco.

  • Tirofibano  -Classe: CM 
    Não se dispõe de informação; o produtor recomenda só usar quando o benefício for superior ao risco. 

  • Tiropramida -Classe: C
    Não foram descritos efeitos embriotóxicos ou teratogénicos em animais, mas não existem estudos controlados na grávida; usar só se houver reconhecida necessidade e sob vigilância médica.

  • Tiroxina -Classe:  
    V. Levotiroxina sódica .

  • Tizanidina -Classe: CM
    Não se dispõe de informação; usar apenas quando o benefício for superior ao risco.

  • Tobramicina -Classe: C (D, de
    V. Aminoglicosídeos .

  • Tolterrodina -Classe: D
    Evitar; a menos que o benefício potencial seja superior aos riscos; toxicidade em estudos animais e não existem estudos na grávida.

  • Topiramato -Classe: D
    Evitar, a menos que o benefício potencial seja superior aos riscos; toxicidade em estudos animais e não existem estudos na grávida. V. Antiepilépticos.

  • Topotecano -Classe: D
    Teratogenicidade e perda fetal em estudos animais.

  • Toxina botulínica A -Classe: D
    Evitar, a menos que seja essencial; toxicidade em estudos animais.

  • Tramadol -Classe: CM
    Embriotóxico em estudos animais; deve ser evitado no início da gravidez; V. Analgésicos opiáceos .

  • Tramazolina -Classe: B
    Nunca foram evidenciados efeitos nocivos na gravidez.

  • Trandolapril -Classe: DM
    V. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina .

  • Travoprost -Classe: D
    Evitar durante a gravidez.

  • Trazodona -Classe: CM
    V. Antidepressores tricíclicos .

  • Trepibutona -Classe: C
    Desconhece-se se é perigosa, evitar.

  • Tretinoína (sistémica) -Classe: X
    Teratogénico; deve usar-se contracepção eficaz, pelo menos 1 mês antes do tratamento oral, durante e pelo menos 1 mês após suspensão.

  • Tretinoína (tópica) -Classe: DM
    Se não forem usados pensos oclusivos, a absorção cutânea é reduzida; têm sido, no entanto, referidas malformações congénitas após uso tópico, provavelmente por maior absorção.

  • Tri-hexifenidilo  -Classe: DM 
    Foi encontrada uma associação possível a malformações minor num grupo de grávidas. O produtor recomenda evitar. 

  • Triamcinolona -Classe: D
    É teratogénica em animais; em humanos foi referido atraso do crescimento fetal; V. Corticosteróides (intranasais e inalados) e Corticosteróides (sistémicos).

  • Triazolam -Classe: DM
    V. Benzodiazepinas.

  • Triflusal -Classe: C
    Não se recomenda o seu uso na gravidez.

  • Trimebutina -Classe: C
    O seu efeito na mulher grávida não está estabelecido, pelo que não deve ser usado nos três primeiros meses de gravidez.

  • Trimetazidina -Classe: C
    Desconhece-se se é perigosa, evitar.

  • Trimetoprim -Classe: CM
    Risco teórico de teratogenicidade por ser antagonista dos folatos; é provavelmente seguro.

  • Trimipramina -Classe: C
    Foi admitida uma possível associação com malformações com base num grupo de 5 crianças; V. Antidepressores tricíclicos .

  • Triprolidina -Classe: CM
    Não há evidência de malformações congénitas; V. Anti-histamínicos H1 .

  • Triptanos -Classe: C
    Experiência limitada; o produtor recomenda evitar a não ser que o benefício seja superior ao risco.

  • Triptorrelina -Classe: CM
    Os produtores recomendam evitar.

  • Tromantadina -Classe: D
    Não deverá ser usado; foram referidos efeitos embriotóxicos e teratogénicos em estudos animais.

  • Tropissetrom -Classe: C
    Toxicidade em estudos animais; evitar.

  • Ubidecarrenona -Classe: C
    Não se dispõe de informação útil.

  • Urofolitropina -Classe: C
    Evitar.

  • Uroquinase -Classe: BM
    V. Estreptoquinase .

  • Ursodesoxicólico, ácido. -Classe: BM
    Não há evidência de perigo, mas recomenda-se evitar.

  • Vacina contra a difteria e o meningococo  -Classe:
    Usar durente a gravidez só quando o risco de infecção materna é elevado 

  • Vacina contra a difteria, o tétano e a tosse convulsa -Classe: C
    O uso é recomendado nas grávidas em risco a quem faltam as primeiras séries de imunizações ou nos quais o reforço foi dado há mais de 10 anos.

  • Vacina contra a gripe -Classe: CM
    A mulher com risco elevado de complicações deve ser vacinada antes do início da época, qualquer que seja o estadio de gravidez.

  • Vacina contra a hepatite A -Classe: CM
    Pode ser administrada à grávida com elevado risco de infecção.

  • Vacina contra a hepatite A e a hepatite B  -Classe: CM 
    Pode ser administrada à grávida com risco de infecção elevado. 

  • Vacina contra a hepatite B -Classe: CM
    É preferível a administração após o 1º trimestre.

  • Vacina contra a varicela  -Classe: CM 
    V. Vacinas vivas. 

  • Vacina contra o Haemophilus influenzae tipo b -Classe: CM
    Não foram observados efeitos adversos no RN.

  • Vacina contra o meningococo  -Classe:
    Usar durante a gravidez só quando o risco de infecção materna é elevado. 

  • Vacina contra o papilomavírus humano  -Classe:  
    Não é oportuna a vacinação durante a gravidez. 

  • Vacina contra o rotavírus -Classe:  
    Não é oportuna a vacinação durante a gravidez

  • Vacina contra o sarampo -Classe: X (C de
    V. Vacinas vivas.

  • Vacina inactivada contra a encefalite provocada por picada de carraça  -Classe:  
    Só usar após cuidadosa avaliação benefício-risco. 

  • Vacina pneumocócica conjugada -Classe:  
    O esquema usual de vacinação prevê uma dose única aos 13 meses de idade.

  • Vacina pneumocócica poliosídica -Classe: CM
    Pode ser usada na grávida.

  • Vacinas de vírus atenuados -Classe: B
    As vacinas vivas correntemente usadas não causam efeitos teratogénicos.

  • Vacinas vivas (sarampo, parotidite e rubéola)  -Classe: CM 
    Risco teórico de malformações congénitas, mas a necessidade de vacinação pode exceder o possível risco para o feto (caso da febre amarela). 

  • Valaciclovir -Classe: CM
    Aceitável.

  • Valeriana  -Classe:
    Não se sabe se é perigosa. 

  • Valproato semi-sódico  -Classe:
    Risco de malformações, atraso do desenvolvimento, hemorragia e toxicidade hepática neonatal; a mulher que engravida deve ser avisada das possíveis consequências, aconselhada por especialista e vigiada (medida da alfa-fetoproteína e ultra-sonografia no segundo trimestre). V. Antiepilépticos. 

  • Valsartan -Classe: D
    V. Antagonistas dos receptores da angiotensina .

  • Vardenafil -Classe:  
    Não está indicado para utilização na mulher. V. Sildenafil

  • Vareniclina  -Classe: CM 
    Toxicidade em estudos animais; o rpodutor recomenda evitar. 

  • Varfarina -Classe: D
    Ossos nasais hipoplásticos; condrodisplasia; malformações no SNC; risco de hemorragia; se for suspensa antes da 6ª semana de gestação evitar-se-á o risco de anomalias fetais; interromper o uso, 1 mês antes do parto; baixo peso de nascimento, embriopatia, morte fetal. Evitar, se possível durante toda a gravidez. Fazer profilaxia imediata após o parto com vitamina K1 (fitomenadiona).

  • Venlafaxina -Classe: CM
    Não há aumento de malformações major.

  • Verapamilo -Classe: CM
    V. Bloqueadores da entrada do cálcio ; não há referência a malformações mas deve evitar-se a administração no 1º trimestre; pode reduzir o fluxo sanguíneo uterino com hipóxia fetal.

  • Vigabatrina -Classe: D
    Malformações congénitas em 14,5% das gravidezes expostas (abortos espontâneos); só deve ser usado durante a gravidez se for absolutamente necessário; pode reduzir o fluxo sanguíneo uterino com hipoxia fetal.

  • Vildagliptina -Classe: C
    Contra-indicada. V. Sitagliptina.

  • Vinburnina  -Classe:
    Evitar. Não se dispõe de informações úteis na gravidez. 

  • Vincamina  -Classe:
    Evitar. Não se dispõe de informações úteis na gravidez. 

  • Vinpocetina  -Classe:
    Evitar. Não se dispõe de informações úteis na gravidez. 

  • Vitamina A -Classe: C
    O excesso de vitamina A pode causar malformações fetais; a grávida não deverá tomar mais de 2.000 UI diárias.

  • Vitamina D -Classe: D
    Em doses elevadas é teratogénica nos animais.

  • Xilometazolina -Classe: C
    V. Oximetazolina .

  • Xipamida -Classe: D
    V. Diuréticos e V. Tiazidas .

  • Zafirlucaste -Classe: CM
    Não constitui opção de escolha, mas não parece ser teratogénico na gravidez; o produtor recomenda que se use apenas se o benefício potencial for superior aos riscos.

  • Zalcitabina -Classe: CM
    Informação limitada; parece representar um risco reduzido para o desenvolvimento fetal; possível acidose láctica, por vezes, fatal; usar apenas se o benefício potencial for superior aos riscos;.

  • Zidovudina -Classe: CM
    Usa-se na prevenção da transmissão materno-fetal de VIH com poucos efeitos adversos nos RN; o produtor recomenda reduzir a dosagem para 300-400 mg/dia, via oral em 3 fracções ou 1 mg/Kg IV, 3-4 vezes/dia.

  • Ziprasidona -Classe: C
    Não existem dados sobre as consequências do seu uso na gravidez.

  • Zofenopril -Classe: D
    V. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina.

  • Zolmitriptano -Classe: C
    Evitar; não se dispõe de dados seguros.

  • Zolpidem -Classe: BM
    Não são conhecidos efeitos adversos no feto ou no RN após exposição ao Zoldipem durante a gravidez.

  • Zonisamida  -Classe: CM 
    Toxicidade em estudos animais; usar apenas se o benefício potencial ultrapassar o possível risco; deve usar-se contracepção eficaz durante o tratamento e mais 4 semanas uma vez este terminado. 

  • Zotepina -Classe: C
    Evitar; não foram localizadas referências do uso do fármaco durante a gravidez.; V. Antipsicóticos .

  • Zuclopentixol -Classe: C
    V. Antipsicóticos ; não foram localizadas referências ao uso do fármaco durante a gravidez.

  •  Anti-arrítmicos -Classe: D
    Usar com precaução; os efeitos inotrópicos negativos dos anti-arrítmicos são tendencialmente aditivos, devendo observar-se cuidados redobrados quando se usam dois ou mais, em especial nas alterações da função miocárdicas; todos estes fármacos podem induzir arritmias em algumas condições; a hipocaliemia potencia o efeito pró-arrítmico destes fármacos; estão contra-indicados: a amiodarona, a lidocaína, propafenona, bloqueadores beta.

  • Fonte:
    INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde - Portugal

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